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Frase de Rai1945

Crônica do Retorno à Vida: Do Abraço à Semente O meu desejo não é um lamento pelo fim, mas um anseio pela dignidade final que o mundo moderno, com toda a sua tecnologia, muitas vezes nos rouba. Eu não peço a ausência da morte, mas sim a minha humanidade no momento derradeiro. E nisto reside a beleza e a verdade da vida que vivi. É assim que eu sonho e exijo a minha partida. Quero que seja em uma tarde tranquila. Não uma tempestade dramática, mas um entardecer suave, onde o sol entre pela janela do meu quarto, pintando a colcha com tons de pêssego e ouro. O ar não deve ter o cheiro frio de desinfetante e medicamentos, mas sim o aroma familiar de café fresco , aquele que o meu pai me ensinou a fazer todos os dias, quando eu acordava às 4h00 da manhã, e, talvez, o toque nostálgico , é um maravilhoso quindão que só a minha filha sabe fazer. Eu quero estar na minha cama, aquela que conhece o formato do meu corpo e a sinfonia dos meus sonos. Não deve haver pressa, nem o bipe incessante de máquinas que marcam o tempo com crueldade eletrônica. O tempo deve ser medido por toques. Ao meu redor, os meus entes mais queridos. Eu me recuso à solidão fria dos hospitais. Eu quero o carinho totalmente diferenciado que sempre recebi em casa. O que deve falar é o afeto. Eu quero a mão que afaga a minha testa, não para medir febre, mas para me dar calor. Quero o olhar que me encontra, não para checar a dilatação da pupila, mas para dizer: "Eu te vejo. Você está aqui. E eu te amo." Eu sentirei, profundamente, que aquele não é um adeus frio, mas uma transição embalada. Cada carinho e cada sussurro serão as injeções de ternura que preciso. O meu espírito, ao se preparar para a jornada, estará aquecido, nutrido, cheio. E quando chegar o momento, não será um alarme, mas apenas um silêncio mais profundo, um expirar final enquanto o sol se põe. A minha alma terá a certeza de que a última paisagem que senti não foi a frieza estéril de um hospital, mas sim o calor inconfundível de casa. E é esse afeto que irá comigo, como o mapa estelar mais precioso, quando ela partir para o espaço. A Continuidade: Do Pó à Mesa Mas a minha vontade vai além do último abraço. Eu não quero ser encerrado numa lápide fria. Eu não quero um túmulo. Eu quero ser posto numa fogueira, eu quero voltar ao pó para continuar a minha vida no espírito que irá retornar. A minha matéria não deve ser desperdiçada, mas sim distribuída pela Terra. Que o que resta de mim sirva de estrume e adubo. Que eu seja misturado ao solo para que a vida nasça e brote. Que as minhas cinzas se transformem em alimento para que a colheita seja farta e possa nutrir essa população que passa fome no nosso mundo. Eu vim do pó, e ao pó retorno, mas não para o esquecimento, e sim para a utilidade. Que a minha última função seja a de alimentar e gerar, provando que o ciclo da vida é ininterrupto e que até o fim se pode ser generoso. Que este desejo seja atendido, mas não tenham pressa, pois quero acumular ainda mais desses afetos que valem mais que qualquer fortuna.

Rai1945

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Pensador.com

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A pretenção de querer tudo A vida pode ser muito mais plena quando você não tem a pretensão de abraçar o mundo . Perceba que a felicidade pode ser alcançada com coisas bem mais simples do que as que você imagina .
crônica O bípede Se Darwin tivesse frequentado uma academia, certamente teria dito: “não foi o cérebro que nos trouxe até aqui, foram as pernas”. Porque convenhamos: o ser humano só virou gente mesmo quando resolveu largar as quatro patas e confiar tudo em dois membros inferior…
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crônica O bípede Se Darwin tivesse frequentado uma academia, certamente teria dito: “não foi o cérebro que nos trouxe até aqui, foram as pernas”. Porque convenhamos: o ser humano só virou gente mesmo quando resolveu largar as quatro patas e confiar tudo em dois membros inferiores que, até hoje, carregam o corpo, a dignidade e o supermercado inteiro morro acima. Os membros inferiores são os verdadeiros heróis anônimos da evolução. Enquanto os braços se ocupam em rolar o feed, segurar o controle remoto ou levantar um copo de café, as pernas fazem o trabalho pesado: sustentam a maior parte da massa muscular do corpo, mantêm o equilíbrio e ainda evitam que a gente abrace o chão sem querer. É por isso que, na musculação, elas exigem respeito. Agachamento não é castigo divino, é gratidão evolutiva. Especialmente nos idosos, pernas fortes são sinônimo de independência: menos quedas, mais autonomia e menos histórias começando com “eu só fui pegar um copo d’água…”. Ignorar os membros inferiores é como trocar o pneu do carro e esquecer o motor. Não adianta bíceps inflado se a perna falha na primeira calçada irregular. A verdade é dura (como o treino de pernas): fomos feitos para andar, não só para posar. Então, da próxima vez que pensar em pular o dia de pernas, lembre-se — foi graças a elas que você chegou até a academia… e não rastejando como um ancestral ressentido.

Você é como um sol que nasce Sem você, mulher, Não existem o calor e o brilho
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Você é como um sol que nasce Sem você, mulher, Não existem o calor e o brilho Que iluminam o nosso dia Quando você nos brinda com sua presença Seus olhos são duas contas preciosas Que me dão vontade de viver E transmitem amor desde o alvorecer. Seu sorriso traz felicidade contagiante A quem desfruta de sua presença cativante Com ele, você alegra nosso coração e ilumina a nossa alma. A suavidade da sua voz é como música para nossos ouvidos, Sussurrando palavras de amor e carinho E quantas são as vezes em que nos orienta para a vida. Ela é uma obra de arte Criada com amor e dedicação. Cada detalhe, cada curva, cada linha Representam a expressão da sua beleza exterior e interior Sim, ela é incrível! Quantas vezes, muitas vezes, somos apenas o complemento 6 Nos Caminhos da Poesia com Raimundo Grossi Várias vezes, sentimos que o sucesso depende dela Fortalecida pela vida e iluminada pelo amor. Sim, o sol em um dia nublado, Um refúgio seguro em um mundo incerto. Sou grato por ter uma mulher como a minha em minha vida, em nossa família. Obrigado, Cassinha, por compartilhar comigo seus sonhos e os meus desejos. Eu amo você mais do que as palavras podem expressar. Você é a minha razão de ser, a minha alma gêmea. São 51 anos de vida harmoniosa. Ainda chegaremos aos 100 anos ou aqui ou onde estivermo

Pequenos Pitacos para Ser Feliz (Volume Dois) A gente lembra de ser minimalista porque a cabeça agradece. Menos coisas, menos barulho.
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Pequenos Pitacos para Ser Feliz (Volume Dois) A gente lembra de ser minimalista porque a cabeça agradece. Menos coisas, menos barulho. Menos roupa, menos decisão. Menos acúmulo, menos chateação na cachola. Ter demais dá trabalho. Limpar, guardar, escolher, proteger. E, sem perceber, a gente fica mais preso às coisas do que à vida. O apego exagerado pesa. Pesa no armário, pesa na mente, pesa no tempo. E tempo é justamente o que falta quando se vive cercado de excessos. Ser minimalista é abrir espaço. Espaço para respirar, para sentir, para viver. É ficar só com o que faz sentido — aquilo que, de verdade, te faz feliz. O resto pode ir. Sem culpa. Sem barulho. Felicidade gosta de leveza. E a vida, quando cabe na gente, fica mais fácil de aproveitar.