Frase de Marly Oliveira
Escrevo como um soldado em campo de batalha, que jorra o sangue nas palavras Que atira aos montes o amontoado de corpos que trago na alma Escrevo como um soldado ferido, amordaçado pelo inimigo Escrevo como válvula de escape, para que a minha mão escarre toda a dor que sinto. Inútil esse papel que amasso diante do calhamaço que saiu de mim. Quiçá, um dia, os papéis manchados de desesperança tenham servidão. Guarde-os, e se o frio da tua espinha subir bruscamente Toque fogo em cada letra que escrevi Só assim, esquentarei um corpo E não serei apenas mais um soldado morto Definhando diante de ti.
No pensador.ai desde