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Frase de Marly Oliveira

Atado aos atos de um passado Escondido nos escombros de mim mesmo Encontro preso o grito que não ouço Pela escuridão do que não vejo. Sou sintomas do que sinto Atrelado ao instinto daquilo que desejo. Sou doce que se devora Quem sabe uma Amora Reprimindo o que restringe. Com o perdão da palavra, Não reconheço quem sou Sou mais misterioso que uma esfinge. [Mistérios do inconsciente]

Marly Oliveira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Marly Oliveira

Lapidava palavras tentando encontrar o prumo correto para afinar o que foi desafinado por uma vírgula. Atrevida, queria se meter, como uma faca que corta contextos. A vírgula colhia e recolhia pedaços de letras afim de emendá-las, como se faz com os tecidos desconexos de roupas j…
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Lapidava palavras tentando encontrar o prumo correto para afinar o que foi desafinado por uma vírgula. Atrevida, queria se meter, como uma faca que corta contextos. A vírgula colhia e recolhia pedaços de letras afim de emendá-las, como se faz com os tecidos desconexos de roupas juninas. Às vezes inventava textos inteiros só para conservar-se entre eles, queria permanecer ativa, já que a sua existência era pífia. Enfeitava o texto, jurava supremacia, quando em realidade, nada mais era que uma lombada no meio do nada. O que houve não se ouviu, mas haverá de ser visto quando a borracha encontrar aquele risco no dia do seu ponto final. [Do ponto à vígula]

Escorres pelos meus dedos, percorres o meu corpo, foges de mim. Marca-me no rosto, deixando contornos palpáveis e com indiferença, vejo-te ir embora. Observo às horas com a inquietude de um pai na antessala de parto, aguardando o nascimento do filho. Passas sem pedir licença e se…
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Escorres pelos meus dedos, percorres o meu corpo, foges de mim. Marca-me no rosto, deixando contornos palpáveis e com indiferença, vejo-te ir embora. Observo às horas com a inquietude de um pai na antessala de parto, aguardando o nascimento do filho. Passas sem pedir licença e segues sem parar. Os dias delimitam a exatidão dos minutos que te perdi. É duro não te alcançar. Tu és a minha brevidade, a minha potencialidade, a minha vontade de acordar. Foges minha vaidade, dominas a minha beleza, penetras pelo meu ar. És como vento, tufão em movimento, destróis até o mar. Ocultas eternidade, finges brevidade, mas sei que não vai findar. Tu és devir, eu sei, deves-ir, mas não me deixa ficar. [Tempo]

De nome imponente, fez-se importante para acompanha-lo. Dourada é a cor das suas vestes. Sua função? Reger uma orquestra de jovens principiantes que levarão o conhecimento à eterna brevidade de suas vidas. Suas armas? A língua e o lápis. Domina como ninguém o manejar daquele que…
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De nome imponente, fez-se importante para acompanha-lo. Dourada é a cor das suas vestes. Sua função? Reger uma orquestra de jovens principiantes que levarão o conhecimento à eterna brevidade de suas vidas. Suas armas? A língua e o lápis. Domina como ninguém o manejar daquele que sabe lidar com o formal e o informal do dito e do escrito. Letras, poesia e livros mistificam o seu universo. Dizem que os seus alunos são seres sem luz, mas o maestro dourado reflete o seu brilho nas opacas mentes e ilumina a fonte que jorra as transparentes águas do fluídico saber. Um homem de Uno, um homem de versos. Palavras descrevem os sentimentos que cadenciam e harmonizam as páginas que transbordam aventuras de anos navegados por lembranças de uma vida repleta de vírgulas, crases, mas ainda longe do seu ponto final. Nova é a Cruz que cada um carrega em seu percurso. Velhos, são os caminhos percorridos por esse ser que traceja uma vida repleta de coesão e imprudente coerência. Um mestre que leva consigo o tom correto de coordenar com primazia uma sala de aula e orquestrar uma desarmônica melodia, transformando-a, na mais bela sinfonia da língua portuguesa. Sua obra está nascendo, mas ele já é imortal, posto que as suas palavras douram vidas que outrora foram foscas. Vidas essas, que hoje, são chamas. Para um Amigo. Para um Mestre. Para um Regente…Antenor Laurentino Ramos. [Orquestra do conhecimento]

Escrevo como um soldado em campo de batalha, que jorra o sangue nas palavras Que atira aos montes o amontoado de corpos que trago na alma Escrevo como um soldado ferido, amordaçado pelo inimigo
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Escrevo como um soldado em campo de batalha, que jorra o sangue nas palavras Que atira aos montes o amontoado de corpos que trago na alma Escrevo como um soldado ferido, amordaçado pelo inimigo Escrevo como válvula de escape, para que a minha mão escarre toda a dor que sinto. Inútil esse papel que amasso diante do calhamaço que saiu de mim. Quiçá, um dia, os papéis manchados de desesperança tenham servidão. Guarde-os, e se o frio da tua espinha subir bruscamente Toque fogo em cada letra que escrevi Só assim, esquentarei um corpo E não serei apenas mais um soldado morto Definhando diante de ti.