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Frase de Miguel Espinoso

Era eu o sol da minha própria existência. Era minha dor tão profunda quanto o oceano, e minha insegurança tão vasta quanto o céu. Mas tornaste tudo isso pequeno. Chamam de corajoso o poeta que despiu sua alma e conseguiu expor algo formoso. Eu o chamo de louco! Se sou uma carta, prefiro que minhas linhas permaneçam em anonimato; afinal, conheço meus pecados. Fui, no entanto, até em entrelinhas, lido pelo Senhor; versos que nem mesmo em um ímpeto de coragem haveria escrito, em seu coração se fizeram conhecidos. Nem de tudo que leste te agradaste. Encontraste falsidade, mentira, preguiça e ironia; ainda assim, destes garranchos que sou, fez poesia.

Miguel Espinoso

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Pensador.com

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Outras frases de Miguel Espinoso

Memórias póstumas e sua beleza "Tempo que foi, não volta. Tempo que vem, mas que nunca chega. Tempo que tudo leva e nada deixa; nada além de memórias póstumas e sua beleza. Tarde demais nos ensinou a amar, tarde demais nos ensinou a aproveitar.
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Memórias póstumas e sua beleza "Tempo que foi, não volta. Tempo que vem, mas que nunca chega. Tempo que tudo leva e nada deixa; nada além de memórias póstumas e sua beleza. Tarde demais nos ensinou a amar, tarde demais nos ensinou a aproveitar. Segundos parecem tão pouco, mas daria algumas décadas para ter de volta um segundo do seu riso. Lembro do gosto do seu bolo de trigo. Fui a um excêntrico chef em Paris, mas ele não conseguiu replicar o gosto daquele bolo. Talvez não se trate de gastronomia. Talvez sejam suas mãos, mágicas e cheias de amor. Seja o que for, nada me trará novamente aquele sabor. Tentei ir a um show de humor, mas nem mesmo a melhor piada já contada me faria rir como você me fez. Talvez, um dia, eu ame, delire de amor e escreva versos apaixonados. Mas nenhuma amante poderá me presentear com os seus cuidados. O seu colo era um lugar sagrado, onde, em questão de segundos, o homem virava outra vez menino. Sinto falta daquilo. Ah, tantas palavras que gostaria de ter dito, mas que hoje são só versos escritos; doce delírio da eternidade, em que, mais uma vez, encontrarei seu riso, em que, de novo, teremos aquela tarde com café e bolos de trigo, onde serei, novamente, o teu menino. Teu doce e distraído menino. Amo-te. Sonho que saiba." Miguel Espinoso

Busque-me, discípulo acha-me naquela estação entre inverno e verão
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Busque-me, discípulo acha-me naquela estação entre inverno e verão Ama-me como uma noiva recém casada; aonde foi o teu amor? Enxerga-me outra vez, como pôde se esquecer? Com os teus olhos, jamais irá me ver. Enxerga-me, pois, de olhos fechados. Procura-me ver, com o teu coração e me verás novamente, sentirás outra vez. Em sua nudez eu não aponto para a tua vergonha exposta, mas cubro-a com novas vestes, vestes de linho branco. Duvide de reis, questione governos, não acredite em tudo que se ouve Mas como podes duvidar do meu perdão? Como podes questionar meu amor? Como pôde, se esquecer da cruz que tornou do órfão, mais uma vez, filho? Permita-me cativar-te, não te escondas de mim. Revele-se, confesse... pois sou o amor restaurador, e desde que encontrou meus pés, esse meu amor Te encontrou.

Deus brasileiro, que não nasceu em palácios ordenados a ouro, mas em um simples celeiro; aquele que não se ausenta da alegria, mas que, enquanto seu povo canta, dança.
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Deus brasileiro, que não nasceu em palácios ordenados a ouro, mas em um simples celeiro; aquele que não se ausenta da alegria, mas que, enquanto seu povo canta, dança. Sim, mente por detrás do universo, que, para si, ser grande não é mais do que um simples reflexo, mas que, mesmo assim, se fez pequeno e andou entre nós, os perversos. Deus brasileiro, que sorri para um sorriso banguela, que, para o tupi, é anga, que, do órfão, é lar. Leão que não nos preza, porque somos filhos de sua reza. Sim, a este Deus brasileiro, que nasceu na simplicidade de um celeiro, me fiz poeta.