Frase de Naty Parreiras
Prelúdio A sincronia dos meus sonetos é perturbadora Sonolenta Me assusta em sua ânsia de afligir-se pelo inusitado Na busca incansável pelo NOVO?! O Neo é mero suplício ao engano Redundância nata ao insucesso Alívio efervescente ao tempo, intempestivo. Talento para dissipar-se no intervalo lúcido de um desabafo Ainda que se desloque Enlouquece no passado estático, impávido de retrocesso. A empáfia da mesmice forja novos (?!) dilemas Ainda que teatral, a realidade emerge Nos mesmos vultos de insanidade Outrora decrépitos, que transformam-se em re-formas Ainda que deformadas pelo conforto de suas escolhas Estas são obrigações. Dicotomia pré-estabelecida pela neura de não sucumbir ao conveniente . Não há o que surgir Nada além de prefixos fixados sob a farsa da diferenciação. A exceção é o caos humano. Nada sou além de funestos repetecos, Com variantes aqui e acolá, Temperados pelo equívoco do ser eu O NEO EU NEM EU, NEM NINGUÉM, É capaz de remover as sombras de tantos outros, Hora envoltos em mantos de passividade e demência. A genética previne-nos do engano “Quem sai aos seus não degenera” Nem gera Apenas abriga uma nova seqüência de desejos esgoelados Por velhos hábitos de festa. Deformado pelas frestas da hereditariedade Ergue-se um país, um conceito, uma fábula. É bem verdade Não há novidade, nem mesmo na idade A bula da vaidade, diz “validade”, na invalidez. Ainda que se desloquem Repetem-se de três em três... Segundos?! Enlouquecem os números Seqüenciados, seqüelados pelo previsível Quem inventará o inventável? Eis o inevitável ideograma de coexistir, À imagem, semelhança e discrepância de sobreviver à rotina À rotina de ser o que se é, Em si.
No pensador.ai desde