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Frase de Maria da Penha Boina

Setembro de 2003 em Portugal Está um lindo dia O sol brilhante o céu sem nuvens Dá vontade de sair. Imagino o mar deve estar magnífico Mas estou presa as raízes Dos meus sonhos infantis. Coisas que idealizei Momentos que revelei Decisões que tomei Estão agora reflectidos Em minha face lânguida Da perversidade que não imaginei. Sofro ora agora Pelo destino que me dei Que outrora não consegui, livrar-me. Chora meu coração Pela empatia que concebe Pelo outro sofrimento. O quê deu errado? Quem foi o culpado? Que magia negra foi esta? Que consegue sempre me consternar Colocando-me com o ego arrependido Daquilo que não quis fazer? Foram erros de placenta Que a regressão não consegue explicar. Concepção talvez indesejada Que reflecte na pessoa mal amada De forma desesperada Mas não consegue se livrar. Passo agora este mal presságio Para os entes mais queridos Que no futuro se acharão esquecidos Do ventre que os gerou Moribundos e mal amados Na mesma cadeia de valor.

Maria da Penha Boina

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas Introspectiva fico diante delas, fico imbecil e o silêncio enche o meu mundo, meio estúpido Vivo sossegada, descompromissada Diante de mim, uma parede acinzentada um varal com peças de roupas penduradas alguns sons que veem de fora, inidentificáveis Desenredo o meu silêncio em palavras turvas, mudas, inexatas Desprezo os clichês e as suas cópias desordenadas que quebram o fascínio poético daqueles que bem escrevem os seus nadas Assim, passo as minhas horas, encantada entre turbilhões de ideias vou afugentando as ditas realidades dessa sociedade cheia de crendices Desculpai. Mas não nasci para os afazeres banais para costurar as roupas rotas e almoçar ao meio dia e meia a minha didática de vida é outra Sei, desiludo, não sou de bom trato boa companhia Vou, conforme vai o vento lamento por causar desapontamento sou obtusa diante do compreensível.