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Frase de Fabrício Ferreira

Sob o brilho das luzes neon e a escuridão do céu noturno, o mundo se revelava, mas a imagem que meus olhos captavam era distinta daquela vista pelas outras pessoas; jamais me encaixei, desde o primeiro choro na infância difícil — e ali, no quarto escuro do começo, meu futuro já estava traçado: o diferente, o sonhador com uma visão única. Me distanciei da fonte comum, onde todos saciavam a sede com as mesmas paixões banais, os mesmos desejos de um jardim perfeito e uma vida confortável com as contas em dia; não conseguia beber daquela fonte contaminada pela tradição, daquela água estagnada da mesmice. Meu coração, essa engrenagem solitária e incansável, despertava ao som de um chamado indomável, uma gaita de foles à margem do caminho, um blues rouco e melancólico da noite, uma revelação intensa que a escola jamais apresentou e que meus pais nunca sequer mencionaram. Que lancem as críticas, os diagnósticos, os conselhos cheios de boas intenções: Eu amei, sim, eu amei profundamente o mundo e a beleza de sua desordem, mas cada pulsação, cada alegria, cada desilusão, cada traço de afeto — eu amei em solidão, dentro da caixa de ressonância do meu crânio, na imensidão deserta do meu quarto, completamente e de forma extraordinária sozinho, sem ninguém além do teto empoeirado e do eco do meu corpo ardente.

Fabrício Ferreira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Intensa como fogo perene e furioso, faminto por consumir tudo o que há pela frente. Teus olhos dilaceram os céus, sob a cólera das luzes das tempestades violentas, tal como um ensaio da fúria divina. Queimas, consomes a ti mesma, por teus amores, risos e dores, mas a violência d…
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⁠Intensa como fogo perene e furioso, faminto por consumir tudo o que há pela frente. Teus olhos dilaceram os céus, sob a cólera das luzes das tempestades violentas, tal como um ensaio da fúria divina. Queimas, consomes a ti mesma, por teus amores, risos e dores, mas a violência da tua existência, como uma força da natureza, me lembra que existes e me questiono, livre de medos: Seria sadismo, desejar em doce agonia, infligir a minha própria carne e espírito esta doce pena, abraçando tuas chamas?

"E cá estamos, cobertos com luzes boreais, sob o véu da noite, nos ocupando um do outro. Tua voz dulcíssima, em entrelaços as cordas que junto a ti toco, como um rio tranquilo junto a luz dos astros, a ecoar e fazer vibrar a alma. Um sentimento que se torna tangível quanto escut…
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"E cá estamos, cobertos com luzes boreais, sob o véu da noite, nos ocupando um do outro. Tua voz dulcíssima, em entrelaços as cordas que junto a ti toco, como um rio tranquilo junto a luz dos astros, a ecoar e fazer vibrar a alma. Um sentimento que se torna tangível quanto escuto tua voz, quando toco tuas mãos e te laço com o olhar. Eis que surge da profundidade dos teus olhos e sorriso, uma paz que me acalma. Por que isso precisa acabar? Ciente estou que terei de acordar, para minha infelicidade. Quisera eu ali congelar, viver de ti neste mesmo momento eternamente, mas ainda permanecerás aqui, no melhor lugar de mim que reservei somente a ti, meu amor."