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Frase de Zeffi Joy

⁠Paixão... ------------ ... Paixão... É carne que queima em libido! Permitido ou proibido, É fogo que chameja dos olhos, Chama que asperge o coração Desprovido de razão - em penúria -, Sangrando ao fulgor da desmedida introspecção; Arrebatamento que se arrebata Na desenfreada luxúria, É loucura sem contentamento, Folha ao vento que se desenlaça Num débil afago ao brando vento que passa E sem graça, ri de si... Mas é só um riso, nada mais... Apenas um vermelho olhar, nada mais... Um pensamento qualquer, uma abstração, Meramente um fogo que chameja na ilusão Da mais febril desconexão De sentimentos e razão... É paixão, nada mais que paixão.

Zeffi Joy

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Zeffi Joy

Muitas vezes, a vida se torna pesada e difícil de suportar. E eu me sinto extremamente exausto, confuso e sufocado, como que me afogando num abismo de águas profundas e negras. Em momentos nebulosos assim, a dor da solidão é mais perversa e tortuosa que as muitas linhas profund…
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Muitas vezes, a vida se torna pesada e difícil de suportar. E eu me sinto extremamente exausto, confuso e sufocado, como que me afogando num abismo de águas profundas e negras. Em momentos nebulosos assim, a dor da solidão é mais perversa e tortuosa que as muitas linhas profundas a sangrar em meus braços. Meus lúgubres devaneios são o clamor da vida prestes a ceder ao quase inevitável. Mas meu esvair-se na escuridão, longe de ser desesperador, é pura placidez; mórbida, talvez, mas atenuante e profundamente apaziguadora, suave como uma serena brisa do paraíso. É em suma tudo que preciso para relaxar em meu etéreo padecer. Vida esta que segue em penumbra, cercada pelo vazio e o som de ecos distantes, oriundos de minha alma quase sempre entorpecida. Meu tudo se resume a um absoluto nada. Quem sou, no flagelo desta escuridão? Pode uma sombra existir sem a luz? Qual a utilidade da luz sem a escuridão? Fui um dia talvez, um frágil clamor de vida que subitamente se esvaiu na solidão de sua própria ignorância?

Caatinga espinhenta Que arrebata o obstinado espírito Do vaqueiro empinado de olhar empírito
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Caatinga espinhenta Que arrebata o obstinado espírito Do vaqueiro empinado de olhar empírito Aboiando triste o magrelo barbatão Caatinga malvada Que açoita o espinhaço calejado Do caboclo obstinado Em morrer pelo seu mórbido sertão Caatinga bravia Que o tempo e a vida desafia Impávida de decadente e ousada teimosia Que não morre pela falta d'água fria E nem se entrega ao sol ardente do meio dia Caatinga sem noção Que fura o olho do desavisado E enlaça o valente de coração apaixonado Com tamanho luar que atenua a valentia sem razão Caatinga desalmada Que abriga a alma perdida na desolação E oculta o mistério do espectro fujão Extinto da incrédula civilização Caatinga estranha De morredouro existir Que ora parece deixar de viver E de súbito volta a reluzir