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Frase de Maria da Penha Boina

Fuga a esmo Fez juras que não pode cumprir, Agiu como se conhecesse o futuro, Criou expectativas no outro, Conjeturou promessas em devaneios, Gritou com sentimento único, Humilhou-se, Iludiu-se, Destituiu-se, Faltou-lhe o poder de mostrar a própria força, À sua amante prepotente. Atou de fato, Uniformizou o ato Tornou-se dependente de haveres. Impotente, buscou a própria acepção. Foi certo na escolha, Estás agora no seu impressionante cenário, Hilário. Não tens mais juras a fazer. Uniu-se a pessoa de iguais atributos, Num Estado de quinta classe, No país de terceiro mundo, Florescendo da história de um passado Das coisas habituais. Nada notável, Escondeu-se.

Maria da Penha Boina

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Pensador.com

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Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas Introspectiva fico diante delas, fico imbecil e o silêncio enche o meu mundo, meio estúpido Vivo sossegada, descompromissada Diante de mim, uma parede acinzentada um varal com peças de roupas penduradas alguns sons que veem de fora, inidentificáveis Desenredo o meu silêncio em palavras turvas, mudas, inexatas Desprezo os clichês e as suas cópias desordenadas que quebram o fascínio poético daqueles que bem escrevem os seus nadas Assim, passo as minhas horas, encantada entre turbilhões de ideias vou afugentando as ditas realidades dessa sociedade cheia de crendices Desculpai. Mas não nasci para os afazeres banais para costurar as roupas rotas e almoçar ao meio dia e meia a minha didática de vida é outra Sei, desiludo, não sou de bom trato boa companhia Vou, conforme vai o vento lamento por causar desapontamento sou obtusa diante do compreensível.