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Frase de Geraldo Carneiro

quase soneto cheio de si ó minha amada, canto em teu louvor como se fora nato noutras terras mais adestradas nos bailes do amor, em Franças, Alemanhas, Inglaterras; canto-te assim com tal engenho e arte que até Camões invejaria o fogo com que me ardo, outrora degredado entre mil musas lusas e andaluzas, e agora regressado aos seus brasis, ó minha ave, minha aventura e sobretudo minha pátria amada pra sempre idolatrada, salve, salve: o resto é mar, silêncio ou literatura

Geraldo Carneiro

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com | Fonte: Lira dos cinqüent'anos, Relume-Dumará - Rio de Janeiro, 2002, pág. 86. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.

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conspirações alguma coisa se desprende do meu corpo e voa não cabe na moldura do meu céu. sou náufrago no firmamento. o vento da poesia me conduz além de mimo sol me acende estrelas me suportam Odisseu nos subúrbios da galáxia. amor é o que me sabe e o que me sobra outro castelo que naufraga como tantos que a força do meu sonho quis transformar em catedrais. ilusões? ainda me restam duas dúzias. conspirações de amor, talvez não mais.

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o espelho do outro lado um estranho faz simulações como se fosse um demônio familiar é sempre noite, um assassino sonha com mulheres assassinadas em série sob as palmeiras de Malibu o mundo é só uma ficção plausível a imagem que baila ao rés-da-lâmina é um último e improvável vestígio da existência de Deus o resto são ecos de outras faces gestos de espanto e despedida a música dos relógios, a morte

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o tal total o amor é o tal total que move o mundo a tal totalidade tautológica, o como somos: nossos cromossomos nos quais nunca se pertenceu ao nada: só pertencemos ao tudo total que nos absorve e sorve as nossas águas e as nossas mágoas ficam revoando como se revoltadas ao princípio, àquele principício originário onde era Orfeu, onde era Prometeu, e continua sendo sempre lá o cais, o never more, o nunca mais, o tal do és pó e ao pó retornarás.

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eros & civilização se você diz eu te amo meu coração se mira no espelho e faz piruetas de circo se você diz eu te quero meu coração distraído lixa as unhas e diz: não se comova, baby se você diz eu te quero meu coração faz versos como quem sonha demais e não se abala nunca se você diz eu não te amo meu coração tristonho acende as luzes porque as noite é negra como a asa da graúna