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Frase de Evan do carmo

⁠Se eu morresse hoje Se eu morresse hoje, quem sentiria? Quantas almas em desalinho carregariam meu nome no peito, como um grito surdo, uma ausência que não se explica? Minha mãe choraria, seus olhos rasgando o véu do tempo, e em sua dor caberia não só o filho, mas os ecos de todas as suas perdas. Minhas mãos deixariam de segurar os pequenos dedos dos meus filhos, que talvez crescessem perguntando como se vive com o buraco no abraço do pai. Se eu morresse hoje, minha mulher carregaria o peso de um vazio que o amor não preenche, e as noites seriam mais longas, não por falta de sono, mas pela ausência de risos, pelos silêncios maiores que o quarto. Dois ou três amigos, aqueles que chamam pelo meu nome com um afeto que só eles sabem pronunciar, levantar-se-iam mais devagar no dia seguinte, com o peso de uma saudade que não cabe no copo ou na música. E o mundo? O mundo seguiria intacto, como segue após a queda de uma folha, após o último canto de um pássaro na mata. O mundo não saberia que perdi, nem que vivi, porque a dor de uma ausência só ecoa nos corações que a carregam. Mas, e eu? Se eu morresse hoje, quem seguraria minha própria dor? A dor de saber que deixei frases inacabadas, poemas interrompidos, canções sem acordes finais. O projeto de uma vida, essa frase tortuosa e infinita, sem ponto final, mas com uma interrupção brusca. Se eu morresse hoje, seria um adeus aos livros que não li, às manhãs que não vi nascer, aos ventos que não senti na pele. Seria um adeus ao riso do meu filho, ao jeito que minha mãe fala meu nome, à canção favorita da minha mulher, ao brilho dos olhos de um amigo quando se lembra de algo bom. E seria um adeus a mim mesmo, a esse sonho confuso de ser, de entender o que nunca se explica, de existir entre tantas quedas, tantas fugas, tantas tentativas de encontrar a linha que une o começo ao fim. Se eu morresse hoje, não seria só morte; seria o vazio do que não foi dito, do que não foi sentido, do que não foi entregue. E, na última respiração, talvez eu entendesse: viver é sempre escrever, mesmo sem saber o final.

Evan do carmo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠ Musa de Apolo Com estas palavras, manifesto a minha dedicação e admiração por ti, ó musa inspiradora. Mesmo quando penso que não há espaço para a poesia em meu coração, tua presença intensa e marcante me arrebata e me faz desejar expressar em versos todo o encanto que tu desp…
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⁠ Musa de Apolo Com estas palavras, manifesto a minha dedicação e admiração por ti, ó musa inspiradora. Mesmo quando penso que não há espaço para a poesia em meu coração, tua presença intensa e marcante me arrebata e me faz desejar expressar em versos todo o encanto que tu despertas em mim. Tu és tão bela e enigmática quanto as deusas gregas, que inspiravam os poetas da antiguidade. Sempre que te observo, sinto-me pequeno diante de tua grandeza e beleza. És como uma medula óssea que sustenta e anima todo o meu ser, me levando a novas descobertas e horizontes. Tu és a costela mitológica de Deus, que me faz acreditar na existência de um plano superior que governa os rumos da vida. Tu és uma mulher inconformada, que se recusa a ser reduzida a estereótipos e padrões, e que se afirma em sua essência humana, carregando consigo o calor e a fragilidade que nos tornam tão singulares. Tu és, enfim, a personificação da poesia em sua mais alta expressão. Não se pode falar de poesia sem falar de ti, sem evocar tua imagem delicada e vibrante, que transcende os limites do tempo e do espaço. És a musa de Apolo, cujo canto e beleza inspiram a todos os que te contemplam. Por tudo isso, quero dedicar esta tese a ti, ó minha musa inspiradora. Que minhas palavras possam ser tão belas e intensas quanto a tua presença em minha vida, e que possam expressar todo o meu amor e admiração por ti. Pois tu és a fonte de minha poesia, a razão de minha existência, e a inspiração que me move sempre em direção aos mais altos vôos do espírito.

⁠O que fez o amor Vejam só vocês O que o amor nos fez
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⁠O que fez o amor Vejam só vocês O que o amor nos fez Venceu a batalha de uma só vez A lua e o sol Ele aproximou A noite do dia Inventou histórias Cântico de vitória Versos, poesia Quem supor poderia Que dois seres distintos Em algum instante Se encontrariam Num mesmo caminho Como dois amantes Juntos seguiriam? O amor venceu O medo de sofrer Mudou eu, modou você Nos deu de presente a fantasia Nos fez o milagre De crer no amanhã Vivermos no afã De tanto querer Viver mais um dia.