Frase de Naty Parreiras
POEMA SEM COMANDO Tem um barulho doido dentro do meu ouvido. Dissonante. Ressoando toda uma confusão de cartas outrora já marcadas. Não sei se é o ampl de guitarra ou as minhas cordas vocais, adulteradas. Não sei. Aliás, saber é algo que deveria passar pelos ouvidos. Olvido. Esqueço. Álias, lembrar é papo pra outra sessão de análise. Estou literária minha mente suspensa. tô nessa de deixar fluir no papel abstrato o que tratei desde a cura há tempos remediada. eu medeio sem medida o tédio das distorções, em mais sílabas, acredita? eu leio, eu laço a palavra a gerar sinônimos de desentendimento, e você? me entende? sei lá o que há aqui talvez o vazio amortecido do que já vivi lívido e decapitado descrito com letras duplicas e maiúsculas. pequena eu. e um mundo inteiro de esperanças parado no ponteiro exato quem sabe um dia... amanhã? não. a negação presentifica o desejo de existir paradoxal é o nada... nada consta em teus olhos só há espaços. eis o sábio parágrafo repetido pela minha própria ignorância em manusear a palavra com cuidado palavra dada gera dados e estes, - enfim - demandam fatos. e eu desmando - o tal malandro - Nem eu nem você...
No pensador.ai desde