Pular para o conteúdo

Frase de Verluci Almeida

DIA CHUVOSO Olhando a chuva, minh'alma é pura tristeza. Uma cantilena que lembra antiga canção, invade suave e devagarinho o meu coração. A chuva tece na vidraça linda renda de Veneza. Tua imagem se faz presente em mim, lentamente, vejo além da janela teu sorriso lindo e tão amado. As minhas mãos tristes tocam o vidro gelado, nele buscando talvez o calor de tua mão ausente. Mãos que tão suavemente me acariciavam. Pernas que se entrelaçavam, me aprisionaram. Olhos onde eu naufragava e me perdia em mim. Relembro teus beijos que do chão me tiravam. Teus braços que com sofreguidão me apertaram! Saudade! Nunca houvera amor tão grande assim. Verluci Almeida P.S. Com este soneto 'Dia Chuvoso', ganhei o primeiro lugar no 3º Concurso de Poesias da Comunidade "Navegantes das Estrelas", no ORKUT em março/2006

Verluci Almeida

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Verluci Almeida

ARCO-ÍRIS... No céu o arco-íris. Embrulho em sonhos rosa, fitas verdes de esperança, dou dois laços de alegria, para colorir teu dia.
A DANÇA DAS HORAS Horas que entristecem que demoram a passar,
Continuar lendo

A DANÇA DAS HORAS Horas que entristecem que demoram a passar, no ritmo de uma dança monótona... que cansa! Tic- tac... tic-tac e nunca avança. A lentidão do ponteiro quando amantes longe estão. Novamente o triste esperar e o ponteiro vencendo mais horas. Passam-se os segundos Passam-se os minutos... Os dias... meses e estações. Tic-tac... tic-tac... E as horas vão passando em ritmo monótono e ele vai rodando, rodando. Tic-tac... tic-tac... no insensível mostrador. Horas que demoram a passar paradas no tempo... No sofrer do não amar. Horas que não se cansam de passar. Eu aqui sozinha e insone, olhando o ponteiro em sua dança monótona... que cansa! Tic-tac... tic-tac... e nunca avança!

ESCOLHAS Assisto à tarde que se vai, ouvindo uma canção que parece um lamento.
Continuar lendo

ESCOLHAS Assisto à tarde que se vai, ouvindo uma canção que parece um lamento. Lembro-me que ele passou por mim, na manhã tranquila, através das grades prateadas, das altas grades do jardim. Tão longe vai a doce manhã tranquila, toda cheia de bolas coloridas pelo ar de primaveras cor-de-rosa e de lindas borboletas azuis pelos céus a bailar. Tive medo de seguí-lo. Chamou-me! Vontade imensa eu tive. E como tive! Mas ao ouvir o chamado de meu filho para ver o beija-flor com seu filhotinho, parei, pensei... e por aqui mesmo fiquei. - Talvez fosse melhor assim! ®Verluci Almeida 230406