Frase de José Eduardo Soares de Almeida
"Serendipity" Era Junho, dia 26 Estava frio, quase meia noite. No aglomerado de pessoas Que aguardavam na estação, Nada me chamou atenção. Impaciente desejava Logo partir. Quando de repente te vi. Te olhei de longe, Não quis te contar. Mas já te conhecia Da semana passada. Foi no domingo, Quando desci naquela estação. Caminhei tranquilo. Porque meu caminho é teu, Oh, destino! Estava frio, Mas havia sol. Uma apresentação ao meio dia. Entre acordes e distorções Pessoas cantando 'Por onde andei' 'Diga que você me quer Que eu te quero também...' Você estava lá, Na minha frente. Cantando, sorrindo... E agora está aqui. De novo cruzou meu caminho. Confesso que sorri. Não contei pra ti, Logo assim. Mas por fim não resisti. Todos os lugares Haviam sido ocupados. Ou melhor, Havia uma vaga ali, Ao teu lado. Teus olhos brilhantes Lindos como uma estrela Que cruza o céu, Adentrou a atmosfera Do meu ser. Sentia vibrar Meu peito Quando me olhou, Quando num gesto educado Me deu atenção. Lhe ofereci palavras, Você me ofereceu calor. Mesmo que eu tente Explicar aquele momento, Ninguém entenderá. Foi incrível, Foi perfeito, Sem explicação. Mas se alguém Me perguntar um dia, Bastará olhar nos Meus olhos e verá Que foi uma história Verdadeira e linda. Inesperada e boa.
José Eduardo Soares de Almeida
No pensador.ai desde