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Frase de Jaak Bosmans

Atelier dos inacabados Perfeita foste, no aroma de perfumes e aquarelas Onde cada beijo nos pertencia em odores e desejos Para em invisíveis telas te refazer dos momentos Vividos num passado triste de apenas rascunho. Pincelei em traços inquietantes e imaginários, Sempre o alvorecer de mais ternuras e sabores. Renovando a cada aurora o real de nossos sonhos, Sempre sublimes ,num exalar de mais perfumes. Mas na tua inconstante beleza inacabada e fugidia, Deste preferência ao rascunho do teu passado. Teu perfume e cores vivas me abandonaram Diante da tela invisível de mais um puro engano. Tarde percebi tua outra face, e não contive lágrimas, Que caiam suave sobre o retrato pintado. E mesmo em constantes e delicados retoques, Não alcancei mais o nosso primeiro alvorecer. Ficou assim, no velho atelier dos inacabados Apenas o aroma se evaporando sem cores Em pincéis e tintas endurecidos pelo tempo, Dos sonhos em rabiscos incolores. E a entrada suave da luz do último alvorecer Anunciou solene em toque de recolher Todos os sonhos, desejos e prazeres Expostos agora na galeria dos inacabados. Jaak Bosmans 31-05-09

Jaak Bosmans

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Pensador.com

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Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos
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Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos Persegui-te em saltos mortais nas alturas dos trapézios Contorci-me a caber-me inteiro em teu irrevelável interior Pouca luz, rufar dos tambores, avisam silêncio e suspense Lâmina afiada separou-te em metades que se refizeram em meu inteiro Equilibrei-me com vendas e guarda sol em cordas bambas e monociclos Palhacei-me para os sorrisos ingênuos e puros na criança de todos nós. Expelido entre fumaça saí em tua direção como homem bala sem sabor Caindo sempre em redes tecidas por pescadores de sereias e sonhos Corri ainda no picadeiro de tantas agonias e pesadelos. Onde me equilibrei em cavalgadas aladas entre estrelas e satélites. Em veloz e ruidoso show, repeti sempre o mesmo trajeto Onde a vida só existe como espetáculo, no mesmo globo da morte. Conquistei-te pela mágica do desfilar dos finos lenços multicores Que lançados aos céus, se transformaram em suave e alva paz. Na apertada malha de tantos brilhos esperou-me o cume da pirâmide Onde pousei sob o olhar da tua bela e misteriosa esfinge. Fiz bailar com doçura os elefantes do teu amargo passado E como último e anunciado impossível de todo o espetáculo Enfrentei a fera indomável da tua beleza selvagem Com o requinte que me fez domar-te com carícias e sussurros. Jaak Bosmans