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Frase de Jaak Bosmans

Pássaro ferido! Faz bem calar frente às dúvidas Sofrer todas as vezes que se tornam constantes. Perdido em desencantos, ilusões e majestades. Não me encanto com palavras escolhidas, Prefiro os versos perdidos do silêncio. Que me sangram em total prazer. Que culpa tenho? Percorro com vigor e qualquer coragem Os campos onde posso correr em desalinhos Em busca dos encontros reais Raridades que em cantos solenes Não se entregam à perversidade das almas. Apenas ao sorriso leve, que sobrevoa sinceridades. Que plumas tens? E em direção ao arco-iris Num único e derradeiro vôo Atravesso por todas as suas cores. Ali me tinjo apenas do branco. Podendo ser paz, podendo ser nada. Mas na certeza que contenho todas as cores. Que liberdade! Jaak Bosmans 16 -12-08

Jaak Bosmans

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Pensador.com

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Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos
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Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos Persegui-te em saltos mortais nas alturas dos trapézios Contorci-me a caber-me inteiro em teu irrevelável interior Pouca luz, rufar dos tambores, avisam silêncio e suspense Lâmina afiada separou-te em metades que se refizeram em meu inteiro Equilibrei-me com vendas e guarda sol em cordas bambas e monociclos Palhacei-me para os sorrisos ingênuos e puros na criança de todos nós. Expelido entre fumaça saí em tua direção como homem bala sem sabor Caindo sempre em redes tecidas por pescadores de sereias e sonhos Corri ainda no picadeiro de tantas agonias e pesadelos. Onde me equilibrei em cavalgadas aladas entre estrelas e satélites. Em veloz e ruidoso show, repeti sempre o mesmo trajeto Onde a vida só existe como espetáculo, no mesmo globo da morte. Conquistei-te pela mágica do desfilar dos finos lenços multicores Que lançados aos céus, se transformaram em suave e alva paz. Na apertada malha de tantos brilhos esperou-me o cume da pirâmide Onde pousei sob o olhar da tua bela e misteriosa esfinge. Fiz bailar com doçura os elefantes do teu amargo passado E como último e anunciado impossível de todo o espetáculo Enfrentei a fera indomável da tua beleza selvagem Com o requinte que me fez domar-te com carícias e sussurros. Jaak Bosmans