Frase de Evan do carmo
Poema para Matheus Nachtergaele No palco, ele não pisa — ele flutua, entre o sagrado e o profano, entre o verbo e o silêncio. Carrega nos olhos a vertigem dos séculos, no peito, a febre dos que fazem da arte um destino. A dor não o curva, o abismo não o afoga. Ele dança sobre os cacos da ausência, recolhe os vestígios de um nome que nunca partiu, e os devolve ao mundo em cena, em chama, em fúria. Seu corpo é verso, sua voz, uma carta esquecida, um eco de todos que amaram sem resposta. Ele encarna o que o tempo desfez, e do esquecimento faz rito, faz oferenda. E quando as cortinas se fecham, a luz permanece, porque há almas que não pertencem ao mundo, mas insistem em iluminá-lo, como se viver fosse um último ato de redenção.
No pensador.ai desde