Pular para o conteúdo

Frase de Lucas C. Ferreira da Silva

Erupção cutânea Eu tenho uma ferida Que me causa repulsão, E meso quando está limpa, Ela só exala podridão. Ela não doi, e nem corrói Mas eu sei que destrói A minha bela imagem. Mesmo eu sendo o herói Vejo o quanto ela se reconstrói E quando ela remoi vira sabotagem. Hoje amanheceu bem pior. O pus que dela explodia Me revirava o estômago Devido ao cheiro que dela surgia. É pura agonia tratar dessa doença. Parece abstinência das dores do meu passado. Revirando as minhas crenças A torno minha sentença Devido aos erros do qual já fui culpado. O médico não quer mais me ver, E o psicólogo já "arrumou" a sua agenda, Dizendo: quero que você aprenda A curar essa moléstia que há em você. Remédios já foram medicados Tratados também foram os problemas. Amarelados como as gemas Que há nos ovos descorados. Quando ela escorre bastante Já sei que a infecção está brava Mesmo que futuque ou que se lava A nojeira volta no mesmo instante. Mas sabes que lá no fundo O olfato se acostuma com o cheiro!? No entanto o paladar é o primeiro A tomar gosto num segundo. Mesmo vendo o quanto isso é imundo. Até eu mesmo nem quero mais tocar. Ainda assim eu quero melhorar A aparência dessa desgrama, Essa ferida até que me engana Está parecendo o pior desse mundo, Eu só quero que ela suma num segundo E não deixe nem mesmo uma só grama. Tsharllez Foucallt

Lucas C. Ferreira da Silva

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Lucas C. Ferreira da Silva

Soneto 1 - Marcas da Infância. Olhar vago Sentado na beira do rio
Continuar lendo

Soneto 1 - Marcas da Infância. Olhar vago Sentado na beira do rio Vendo as ondulações projetadas. Tentando não ficar senil Com meu sorriso de faixa alargada. Cubro os olhos da luz solar Que se reflete, sutil, na superfície. Os meus pensamentos tentam se calar, Igualar-se as bordas da planície. Cato uma pequena pedrinha, Jogo na água, bagunçando. Criando pequenas ondinhas, E logo a visão vai-se ofuscando. Memórias molham os meus olhos fechados, Feridas trazem lembranças, ocultas do meu passado. Tsharllez Foucallt

Poesia: Medo de Crescer 01 Olhar de Criança Quando pequeno pensava
Continuar lendo

Poesia: Medo de Crescer 01 Olhar de Criança Quando pequeno pensava Nas coisas que vó dizia. Nos bichos que existia E que no terreiro rodava No vicente finim ela falava Neu até medo botava Com aquelas prosas boas. Eu como o minino que era Com tanto medo que o coro pela Num duvidava de coisa atoa Daí o tempo foi passando E eu o acompanhava de perto, Ligeiro, garoto esperto Crescendo e já fui notando. Dá conversa desconfiando, O medo já me deixando, E eu já difícil de crer. Histórias que outras horas, Como do saci ou da caipora, Agora não tinha mais paricê. Cresci e também percebi Que o tempo foi o meu pecado. O que me deixava assombrado Não é nada do que vivi. O mundo me calou aqui E mesmo tentando insistir Nada me assusta tanto Que me faça esmurecer Mais do que pude perder Com o tempo que me tirou em prantos. Hoje a bassora caída No assusta mais ninguém E até o grito de alguém Passando nalguma avenida Num soa mais forte que a vida Quando bate despercebida Vindo deixar algum recado. Os bichos foram tudo embora, Acabou-se os medos das histórias. Ficaram os contos no passado. Tsharllez Foucallt. terreiro: quintal. Vicente finim: busca no google. Caipora: Mãe da mata. Paricê: parecer. Esmurecer: enfraquecer. Bassora: vassoura. Nalguma: Em alguma.

Soneto: Estrela 1° Fio Cintilante O seu colo é o meu porto
Continuar lendo

Soneto: Estrela 1° Fio Cintilante O seu colo é o meu porto Que deito e durmo quando preciso. A minha paz encontra-se no sorriso, Que vejo em você e até fico absorto. O sol no declive de sua vida Não poderá igualar-se a ti, Na maior explosão que ele expelir Não chegará ao seu brilho, querida. A sua coragem, força, proeza, dedicação..., E a sua imagem com clareza e ação Tem o poder de me impor contra o mundo. Mesmo juntando todo o tempo num segundo, Até tornar-se tudo num ato fecundo Não haverá outra tão bela em perfeição. Tsharllez Foucallt -Pierre Ferraz.

Corte Cirúrgico: Hoje eu deitei para dormir mais cedo O meu colchão me abraçou bem apertado.
Continuar lendo

Corte Cirúrgico: Hoje eu deitei para dormir mais cedo O meu colchão me abraçou bem apertado. Sufocado, eu senti bastante medo, E neste enredo eu fiquei desacordado. Quando despertei naquele lugar trancado, Senti os meus braços amarrados E logo isto me apavorou por inteiro. As luzes piscavam descontroladas E o suor com gotas geladas Afirmava que não seria o primeiro. Vozes me agitavam e risos me cercavam. Estava em transe sem reação. Os braços que me tocavam, Tiravam de mim qualquer ação. Nessa noção eu avistei o meu pavor, Reluzindo com as luzes o brilho mortal. E nesta hora não sabia como me recompor, E então a dor seria mais do que fatal. Engoli em seco, pois não havia Na garganta uma só gota De saliva que ali possuísse e nem poderia Me salvar do meu destino com forma marota. Aquele avental verde lodoso, Castigava minhas pupilas com ardor Sentia o meu suor se tornando poroso. A carne queimando deixava no ar o fedor. O bisturi cortando, preciso e cauteloso A dormência na pele me impedia Que eu sentisse aquele rubro lustroso Cobrir o meu corpo o quanto podia. Minha consciência lutava até o fim, Para eu não cair fácil assim No golpe de sorte que a vida possui. No entanto, já exausto eu sei Que tentei mas não aguentei Àquele ato a vida logo me exclui. Tsharllez Foucallt.