Frase de Lucas C. Ferreira da Silva
Corte Cirúrgico: Hoje eu deitei para dormir mais cedo O meu colchão me abraçou bem apertado. Sufocado, eu senti bastante medo, E neste enredo eu fiquei desacordado. Quando despertei naquele lugar trancado, Senti os meus braços amarrados E logo isto me apavorou por inteiro. As luzes piscavam descontroladas E o suor com gotas geladas Afirmava que não seria o primeiro. Vozes me agitavam e risos me cercavam. Estava em transe sem reação. Os braços que me tocavam, Tiravam de mim qualquer ação. Nessa noção eu avistei o meu pavor, Reluzindo com as luzes o brilho mortal. E nesta hora não sabia como me recompor, E então a dor seria mais do que fatal. Engoli em seco, pois não havia Na garganta uma só gota De saliva que ali possuísse e nem poderia Me salvar do meu destino com forma marota. Aquele avental verde lodoso, Castigava minhas pupilas com ardor Sentia o meu suor se tornando poroso. A carne queimando deixava no ar o fedor. O bisturi cortando, preciso e cauteloso A dormência na pele me impedia Que eu sentisse aquele rubro lustroso Cobrir o meu corpo o quanto podia. Minha consciência lutava até o fim, Para eu não cair fácil assim No golpe de sorte que a vida possui. No entanto, já exausto eu sei Que tentei mas não aguentei Àquele ato a vida logo me exclui. Tsharllez Foucallt.
No pensador.ai desde