Frase de Naty Parreiras
MÚLTIPLA DE TI Meu amor, Não tome meu zelo como autômato De quem crê portar o visto Do que, alheio a tudo, A tudo viu. A começar por ti Estréia concebida apenas na usura fantástica Da minha imaginação. Não... Essa assimetria toda combinada Calhou de me emudecer E na ausência de um tipógrafo Prefiro não tipificar cadências Tímidas Tão pouco Avassaladas Em mútuo estado de contingência. Mas me diz Conter por quê? Se cada letra que cravo na vida Me parece ter sido bem disposta À tua espera? E não que não seja De perecer O usufruto do nosso tempo Disparado e vertido de ausências Mas não posso (nem quero) Viver de cronometrar despedidas Ou derreter a parabólica Dessa nossa curta metragem de amor sem medida Assim tão óbvio Erguido em terreno inóspito E entregue em cada (tão terna) Premissa! Não hei de estender o poema Pudesse amplificar paradigmas recortados De realidade Não penso Que quero Ao que sintas Desejar-te Posto que já te tenho Curvo e aliterado Sem sombra Suor Ou sílaba (Saussure) Que sussurre... Ou Sartre Sorte É estar E eu Estou na tua Nu(n)ca Repartida Em todas as outras infantes - Tuas musas de antes - Mas eu sou A branca - Bem rubra - Eu sou a única Que fica.
No pensador.ai desde