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Outras frases de Nuno Silva

Olá, escuridão minha velha amiga Vim falar contigo outra vez Aquela dor e desejo voltaram
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Olá, escuridão minha velha amiga Vim falar contigo outra vez Aquela dor e desejo voltaram Mais forte que nunca As tuas vozes mudas poderão guiar-me o caminho E no meu coração O eco do som do silêncio Irá propagar-se Um coração de pedra fria Poderá derreter-se com o calor do teu silêncio O teu beijo partiu e não irá retornar Está perdido o que tínhamos Envolto num túmulo de pedra Tal e qual o meu coração Quando te despediste e disseste não regressar Escuridão, vem preencher o meu vazio Abraça-me e faz sentir-me alguém Alguém que não seja um fantasma neste mundo de betão Alguém real Nem sei que sentes Quem és realmente, escuridão? E no momento final chorei Choro sempre em finais

Por ai ando eu, o velho guerreiro que nada conquistou Atravessou dunas, fortes e fronteiras e nada amealhou Por demérito ou não só sei que nada alcancei
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Por ai ando eu, o velho guerreiro que nada conquistou Atravessou dunas, fortes e fronteiras e nada amealhou Por demérito ou não só sei que nada alcancei Por mais que tentasse, por mais que me esforçasse Já a vida se esgotava, já o nosso amor se gelara Por estas ruas vagueio Com as mãos cheias de nada Nem cicatrizes de guerra marcadas na minha face Nem feridas fechadas outrora infetadas Infelizmente liberto da prisão do teu olhar que tanto me acomodei Por esses teus olhos que tanto sofri e chorei Por dunas arenosas caminhei E em altas montanhas guerrilhei Como é possível um soldado tenaz, bravo e provocador Tenha acabado sendo apenas mais uma notícia de rodapé na nossa História? Alguém que por quem tudo lutou? Acabou aqui no fundo deste antro Desta vala comum onde sou apenas mais um cadáver sem alma Que nunca voltará a renascer das cinzas Nunca verá um amanhecer Embora voltará a amanhecer Pois sou apenas um velho conquistador No apogeu da minha insignificância Voltará a amanhecer Um novo amor irá florescer Um sorriso no teu rosto irá reaparecer E eu? E eu serei só uma árvore podre e velha Que já possuiu um verde exuberante Mas, o Inverno chegou impiedoso E limpou todas as folhas de esperança que permaneciam fortes E o verde de vida ceifou A vida que em mim habitava, cegou e sufocou E fiquei esta apática e triste arvore Despida de sentimentos, de cor, de sorrisos e de amor