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Frase de GabrieldeArruda

Dizem que toda separação é uma escolha entre duas ausências. Não sei. Talvez seja apenas uma escolha entre duas mortes. Porque houve um tempo em que compreendi que, se permanecesse ao lado dela, perderia algo que nem mesmo ela seria capaz de me devolver. Não fui embora para deixar de amá-la. Se tivesse sido apenas isso, eu teria permanecido. O amor suporta a distância, suporta o silêncio, suporta até o desprezo por algum tempo. O que ele não suporta é ser obrigado a justificar a própria humilhação. Há um instante em que o coração começa a chamar de paciência aquilo que já é servidão, e, quando isso acontece, o amor continua respirando, mas já não vive. Ela levou quase tudo, e era inevitável que levasse. Quem ama não entrega apenas o que possui, entrega também aquilo que imaginava ser. Levou o futuro que eu havia construído sem perceber, os dias que ainda não existiam e, de algum modo estranho, até uma parte do homem que eu julgava conhecer.

GabrieldeArruda

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Santo Deus, por que me abandonaste? Que atrocidade é essa, essa tortura insuportável que me arrasta para o abismo? Não temo o inferno, não! Já sou um com ele, já o sinto queimando minhas entranhas, corroendo-me até o último suspiro! A desesperança me devora como um monstro famint…
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Santo Deus, por que me abandonaste? Que atrocidade é essa, essa tortura insuportável que me arrasta para o abismo? Não temo o inferno, não! Já sou um com ele, já o sinto queimando minhas entranhas, corroendo-me até o último suspiro! A desesperança me devora como um monstro faminto, e a solidão, fria e implacável, me arrasta para o fundo, sem piedade, sem fim.

Herança maldita de uma alma colonizada, o brasileiro, filho do latifúndio cultural, trocou o libré do barão, que fingia a classe francesa no salão de visitas, pelo jeans rotoso do cowboy ianque na tela do celular. Se antes ele engoliu, sem digerir, o luxo de Versalhes, hoje mast…
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Herança maldita de uma alma colonizada, o brasileiro, filho do latifúndio cultural, trocou o libré do barão, que fingia a classe francesa no salão de visitas, pelo jeans rotoso do cowboy ianque na tela do celular. Se antes ele engoliu, sem digerir, o luxo de Versalhes, hoje mastiga, sem paladar, o fast-food de Hollywood. Nesse pandareco tropical, onde a identidade é falsa e vestida como fantasia de outlet, onde o samba de raiz é embalado em plástico-bolha digital pra ser entregue como experiência cultural, e o forró virou trilha sonora de app de delivery, tudo é branding, tudo é pitch, tudo é mindset. O gerente se chama leader, o chefe virou head, e até o cafezinho foi promovido a coffee break. Em vez de ideias, fazem brainstorm. É tanta sigla em inglês que o trabalhador já esqueceu como se pede um aumento em português. E nesse co-working de muros baixos e inglês improvisado, confunde-se exploração com oportunidade, e subordinação com sofisticação.