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Frase de São Gonçalves

Sinto o tempo passar implacável O vento norte a beijar o rosto e a folhagem, é outono, as cores sedutoras esmaecem num terreno lavrado. Revolvo o húmus da terra, vou ao mais fundo da transição da terra, descubro as raízes e o caudal transbordante de energia, a força transcendente da mãe... É frágil a condição humana na sua efémera passagem. As estações sobrepõem-se Os amores nascem e morrem Os leitos de folhas secas amaciam o chão, alimentam os pássaros. De nada serve lamentar a passagem do tempo Se souberes contemplar O divino na luz errante de lua.

São Gonçalves

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de São Gonçalves

Natal no mundo Não basta escrever sobre aquele menino nascido numa manjedoura há cerca de 2 mil anos, natal era o princípio da luz divina encarnada na efémera passagem do homem na terra, o princípio da esperança nos homens. O princípio do deslocamento terreno e divino, o Natal e…
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Natal no mundo Não basta escrever sobre aquele menino nascido numa manjedoura há cerca de 2 mil anos, natal era o princípio da luz divina encarnada na efémera passagem do homem na terra, o princípio da esperança nos homens. O princípio do deslocamento terreno e divino, o Natal era o momento de acontecer. E acontecia! Acontecia natal, na luz e nas sombras dos homens, na esperança e na desesperança, na partilha e na solidão. E nasciam palavras e poemas, nascia amor! E algures, o vazio do mundo continuava a existir. Mulheres continuavam a dar à luz em terrenos de guerra, a fome a espreitar os olhares moribundos, os mendigos a arrastarem-se por entre as paredes grossas das catedrais. O sangue a jorrar nas paredes vazias, em terras inóspitas Os barcos continuavam a despejar homens, mulheres, crianças nos mares da Europa. Nessas madrugadas de Natal, não havia lareira, nem mesas fartas, o medo alastrava-se nas frágeis embarcações, alagavam-se os dias de sentimento exaurido e triste. A fome, o frio, entranhava-se na dureza dos corações amargurados e desistentes. E acontecia! E de novo acontecia, a dor e a esperança, a anunciação, a fuga para uma terra prometida. A coragem revestida duma amálgama de pranto e desconsolo! O deslumbramento e o desassossego dos homens, numa terra minada pelo desespero. E acontecia! Uma criança que chora, outra que que desfaz embrulhos sem olhar para algum, a fartura a confundir o sentimento de injustiça. Mesas fartas, mesas luxuosas, o cheiro a açúcar e canela, e o vazio opaco, invisível em cada uma delas! Mesas de pedra, vazias, geladas! O aconchego frio das pedras das catedrais, crentes que passam, homens de boa vontade estendendo um pedaço de pão, um cobertor para enganar o frio, uma sopa quente. Uma fotografia esquecida, memórias onde a família ainda era um conceito de paz e estabilidade. E homens e mulheres percorrendo as ruas vazias e frias de uma cidade qualquer, e homens e mulheres cansados dos dias, ouvindo os sinos de uma aldeia adormecida. E o fluxo dos homens desesperados procurando a salvação! E Natal acontecia! São Gonçalves.

Imagens desfocadas, distâncias marcadas entre o corpo e a alma, realidades invisíveis à razão... seres à deriva
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Imagens desfocadas, distâncias marcadas entre o corpo e a alma, realidades invisíveis à razão... seres à deriva por entre nevoeiros, a distância oculta corpos cansados, a saudade sem memória restos de gente perdida nos farrapos da sua história. Seres perdidos sem marca, sem rosto, sem tempo carregam a escuridão nas vestes sinais do desalento.