Frase de leonardo ribeiro
Exílio Dez e vinte e nove da noite, um homem assenta-se a varanda de casa Diz para si mesmo que virá um novo dia, um amanhã tranquilo e sereno... bonançoso e inalterado, plácido e manso como caminhar envolto de cerejeiras Céu azul e um canto único, pássaros e uma melodia benévola de se atentar... “Bem-te-vi” As dez e vinte e nove da noite, um único pensar, momentos delicados de sonhar... meu próprio exílio retrai o meu imaginar, árduo e custoso de se focar Meu peito anuncia, os sinais, a melodia, de que amanhã virá um belo e novo dia Assombroso, será? Quem sabe esplêndido, fascinante... radiante perante meu caminhar Mágoas e incertezas dentro de meu olhar, direcionado ao amoroso e doce luar Naquela noite, as dez e vinte e nove... na varanda de meu lar Incontáveis e cintilantes estrelas consigo contemplar, sem mesmo sair de meu lugar Lágrimas demandam permissão para demonstrar, manifestar e transbordar, um sentimento intenso... no qual em vivência e comoção de vida eu pude enxergar, em meu peito, coração infirme e sujeito De que naquele findado dia, subitânea noite e incertezas de vida Um homem como eu, as dez e vinte e nove da noite, poderia sim Sujeitar-me, reter-me, sustentar em si próprio a perfeição de sentir e suportar inúmeros desejos, intuição e agravados pensamentos E no mesmo recinto, período, pulsação e deleito Poder vivenciar tal envolvimento, afinidade em sentimentos... dentro de um único espaço de tempo Sem ao menos fazer um ínfimo movimento.
No pensador.ai desde