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Frase de Nicola Vital

⁠DIVINA TRAGÉDIA: Eu tenho medo, medo da solidão dessas capitais. Eu tenho medo, esse medo me faz ser capaz. Medo, medo, medo. Eu tenho medo da loucura das maquinas dos homens a malograr Eu tenho medo sim, medo do progresso, esse ‘Deus” mendaz, capataz Medo, medo, medo Eu tenho medo da Brasília pomposa e tudo que há Eu tenho medo de tudo isso, do porvir, regressar Medo, medo, medo Eu tenho medo dos sonhos não sonhados, ou que há de sonhar Eu tenho medo da distopia que não sabe sonhar Medo, medo, medo Eu tenho medo do discurso formal que se faz capital Tenho medo de tudo que é certo, de certo, se há Medo, medo, medo Eu tenho medo dos livros que não se ler Dos tidos e lidos que se pode ver Medo, medo, medo Eu tenho medo dos verdes das “matas” Do ouro amarelo do seu céu estrelar Medo, medo, medo Eu tenho do jardin de infância, seu vestibular Eu tenho medo porque medo é constância em seu habitar Medo, medo, medo Eu tenho medo pela cor do nagô pelas “moças” que há Tenho medo dos rios que fenece sufocando o mar Medo, medo, medo Eu tenho medo das chuvas acetas à primavera que virá Eu tenho medo da morte que mata o pulsar Medo de seu tenaz preconceito e tudo que está Medo, medo, medo Que o medo me faça de resistir incapaz. Medo, medo, medo.

Nicola Vital

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos!
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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos! Não me chorem amargos sisos! Eu não chorei nem sorri. Quando eu morrer, Se assim, o for meu querer, Os ouvidos, guardai em potes de vidro Pra que não possa te ouvir. Sobre os meus olhos, Plantai no mais alto dos outeiros De frente pro mundo inteiro Para eu ver, quem chora ou sorrir. Quando eu morrer, Só a língua deixai ao relento Pra não calar o que sinto E reportar o porvir. E só quando eu morrer, Separem do corpo o nariz Esse aos eflúvios condiz Guardem-no, nos florais,aos jardins.