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Frase de João Batista do Lago

À BEIRA DO CAIS De João Batista do Lago O velhinho sentado à beira do cais é silêncio puro num final de tarde febril no ocaso de um dia de abril onde o sol não sorriu para os cabelos brancos feito asas de gaivotas soltos na imobilidade do vento Sento-me ao seu lado vazio... e calado... e mudo na prenhez do tempo e do espaço… Os meus cabelos ainda estão viçosos alinhados e sem quaisquer querelas com o vento estão nervosos e bem mais sofridos que aqueles cabelos brancos sustentados de experiências capazes de tudo falarem sem uma palavra sussurrar E eu tão jovem querendo auscultar o lamento que somente as ondas do mar ouvem caladas e correm como loucas para... para guardar na profundidade do seu mar profundo e eterno as minhas queixas... as minhas querelas... e todas as minhas mágoas guardadas na plenitude daqueles cabelos brancos feito asas de gaivotas famintas do peixe De repente o velhinho sentado à beira do cais levanta-se e sem me dizer uma palavra sem um adeus sumiu na plenitude do tempo e do espaço Fiquei só sentado à beira do cais...

João Batista do Lago

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Se querem mesmo saber: eu estou cansado desses poetas ditos sagrados, em verdade são uns desgraçados da sorte; são o caldo cultural de uma indústria poético-literária, que têm nos seus livros a exploração póstuma desses escribas que deveriam está definitivamente enterrados.
FANTASIAS (Para uma amiga muito especial) Ó fantasias que escondem
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FANTASIAS (Para uma amiga muito especial) Ó fantasias que escondem minh'alma pura, que me revelam diante do meu eu-espelho, que me segredam toda impura no sacrário de um altar jamais revelado: hóstia de essência imaculada, refém da mandala sagrada. Sei! Sou fiel depositária do sonho desvelado, do gozo nunca sentido, da esperança macabra do falo que não fala a linguagem do meu corpo em brasa, corpo que se arrasta entre os lençóis da casa e que voa nas fantasias d’uma ave sem asas.