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Frase de Lucian Rodrigues Cardoso

⁠Maturidade Sentado numa cadeira de balanço, daquelas de madeira em que se escuta o ruída de coisa velha a cada chacoalhada, passava as tardes quase sempre frias e secas daquele inverno de Moscou. O movimento do corpo, outrora em zigue-zague portando um discurso eloquente e apaixonado na sala 18 da Faculdade de Letras e FIlosofia, passou a ser as carícias na barba e rotineiras idas a cozinha sacar um café na máquina de fazer expresso, ganho de seus alunos no quando de sua aposentadoria. A propósito de seus alunos, que antes o assistiam com tamanho entusiasmo e devoção, tinha a companhia de uma criança naquelas tardes aparentemente pacíficas. Era como se, no fim da vida, oferecesse a alguém sua experiência, mas ganhando, em contrapartida, o ânimo e potência de vida que o café já não lhe dava mais. A criança gritava, pulava, mordia, beliscava, o fazia rir como naqueles velhos tempos que lhe eram permitidas as estripolias. As tarde frias e pacíficas, assim como a demência nunca o habitara. Não se sabe se era o velho que voltara a criança, ou se falava a criança que habitava o velho.

Lucian Rodrigues Cardoso

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Um dia sai um samba Um dia sai um samba no outro, te procurar
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Um dia sai um samba Um dia sai um samba no outro, te procurar e te dizer que a fama pretexto pra quem amar, amar alguém em só versos carece de revelar porque só a música e o verbo revelam mais que um olhar. Mas o que sinto é eterno desde que alguém vá tocar pois quando ouvir o que escrevo sequer preciso falar de tua presença em poema - embora esteja a cantar - porque só o samba é falado pouco bastou-me rimar.