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Frase de LJ Nhantumbo

Tira a corda do pescoço, guarda esse banquinho Se a vida é madrasta, não queiras ser padrinho Está difícil em todo lado, quase para toda gente Sair do mundo enforcado não é conveniente Problemas e dificuldades fazem parte disto aqui Se pensas que calamidades só acontecem a si Há quem não tem nada e sorri mesmo assim Sem cama, sem almofada, sem prata e sem marfim. Ar e Água, Abrigo e Alimento E o próprio Agasalho, somam os cinco elementos Que o ser humano, precisa para viver O resto é mundano e sobrevives sem ter. Não se sabe o que há ao certo depois da morte, talvez o fim, talvez o recomeço ou o sono profundo, então só por precaução todos desejam acordar a respirar. Um doente mental, um humano sem abrigo e sem prespectiva de nada, e até mesmo o padre que diz acreditar em uma vida depois da morte, olha para os dois lados da estrada antes de atravessar, não há nenhuma verdade no fim do dia, só especulações. Há pessoas neste momento que estão deitadas de costas na cama gelada do hospital com um tubo de soro com agulha na ponta espetada na veia, a olharem para o tecto com os olhos molhados de lágrimas com esperança de um dia saírem vivos de lá, por mais que seja mais uma hora, mais um minuto de vida. Isso faz-me pensar profundamente naqueles jovens que tem a vida a correr pelas veias que divorciam-se dela com uma corda no pescoço por motivos muito fúteis. Um filósofo de rua um dia disse-me que nós só precisamos de cinco coisas para viver, e todas iniciam com a letra «A», que são: Ar - para respirar, Água - para hidratar, Abrigo - para se refugiar, Alimento - para se manter em pé e Agasalho - para se aquecer. Se analisares bem, ele tem razão, tudo fora desta pequena lista não é tão útil qunato parece, podemos viver sem as ter. Se calhar acrescente eu a esta lista: Amor e Amizade. Findando a verborreia: Aos que pensam em cometer suicídio por estarem a sentir uma dor profunda, lembrem-se que a dor da morte é para quem fica, e por mais que te sintas para baixo, há sempre quem está na pior.

LJ Nhantumbo

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Pensador.com

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Nunca deixei de gritar por não ser escutado Nunca desisti por não estar acompanhado Nunca mudei a escrita por não ser compreendido
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Nunca deixei de gritar por não ser escutado Nunca desisti por não estar acompanhado Nunca mudei a escrita por não ser compreendido Nunca em meus escritos citei um verso ouvido Nunca pensei em lucrar com o RAP que faço Nunca falarei mal de alguém para ganhar espaço Nunca falei bobagens para versos rimarem Nunca farei música para miúdas dançarem Nunca lamentei da vida sem antes trabalhar Nunca deixei de sonhar em arquitetar Nunca propositei erros por ser imperfeito Nunca consciente mostrei o meu defeito Nunca por falta de guita arranquei carteira Nunca por sofrer «bulling» abandonei a carteira Nunca por falta de ideias escrevo besteira Nunca a minha Mãe sofreu com a minha asneira Nunca saí á rua para criar um inimigo Nunca deixei-me influenciar por um amigo Nunca para ser acarinhado divulguei meu segredo Nunca do trabalho tive medo, sempre acordo cedo Nunca a minha realidade escondi com mentiras Nunca dei nem darei sangue a miúdas vampiras Nunca levantei mão a nenhum adulto Nunca por ser miúdo agi como um puto Nunca respeitei a cara de quem me fala pelas costas Nunca rompi amizades por partilhar ideias opostas Nunca tatuarei o nome de uma mulher em minha pele Nunca dirigi-me mal inspirado com a caneta no papel Nunca procurei mentir para ganhar a razão Nunca quem elogiou-me apertou-me a mão Nunca irei a palhota pedir uma mansão Nunca me faltará pão tenho profissões na mão.

Mal, afinal quem é o Pai desse mal? É o ser transcendental ou o animal racional? O diabo decerto é a opinião global
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Mal, afinal quem é o Pai desse mal? É o ser transcendental ou o animal racional? O diabo decerto é a opinião global Um tal anjo esperto, governante universal Censo comum é a ponte do conhecimento actual Eu não creio em dogmas acredito na moral O dogma é veneno da potência intelectual Única certeza trivial é que o mal é real Ausência do bem, insatisfação da conduta De alguém para outrem, com ou sem desculpa O mal é histórico, nascido da labuta Arquitetado pelo homem, o mal reside na disputa Homem transfigurado em animal selvagem Facto mais que consumado, não se trata de miragem O fim é justificado pelo meio que é usado Mesmo que o resultado prejudique o irmão do lado.

1 É a porra de mais um dia e hoje agarro a minha bic
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1 É a porra de mais um dia e hoje agarro a minha bic Se a barriga está vazia não é por falta de apetite É a crise na economia, concretamente em Moçambique Há uma semana não padecia e hoje padeço de gastrite 2 Carrego a crise nas entranhas bem antes da idade Não há machambas castanhas nem no campo, nem na cidade Mas nos mercados apanhas preços a uma disparidade E esses cabrões nas campanhas prometeram-nos prosperidade 3 Enganaram-nos de novo já não é novidade O novo patrão é o povo é o slogan da actualidade Um patrão que não tem vez e seu pranto é censurado Que paga a dívida que fez o seu ex-empregado 4 Não há emprego, não há trabalho nem uma oportunidade Licenciados estão sentados como estiveram na faculdade Outros a serem formados formatados pela universidade Mestrados e doutorados amputados a sagacidade 5 Estou incluso na lista de estudantes universitários A fome e a fadiga são os dilemas diários Mas o que faz com que não desista são os meus conselheiros A palavra deles me instiga porque são verdadeiros 6 Além da barriga, há que alimentar a mente E quanto a mim felizmente ando saciado como é evidente Apostando no futuro lançando a semente no presente É o investimento mais seguro, mais maturo e consciente 7 Como o outro dizia: a crise já foi mental Hoje de barriga vazia percebo que chegou ao metical Mas não precisa da CIA nem da perícia criminal A cara da cleptomania é o ex-dirigente nacional 8 Nada fez a polícia nem o supremo tribunal Quando se difundiu a notícia na TV e no Jornal O sistema está fudido já dizia o mano Chacal Enfraquecido e corrompido pelo partido imparcial 9 A democracia é enganação cuidado que és assassinado Só tem liberdade de expressão o cidadão não letrado Recordo da manifestação que não aconteceu ano antepassado Fez-se a rua um batalhão da milícia bem armado 10 Ficou claro desde então, não, ficou confirmado Que nos querem ver calados, sentados e conformados Nossos direitos confiscados, nossos prantos revogados Salários magros atrasados, mais subsídios aos deputados.

Eu sou a charada por poucos decifrada Por vós amada por todos desejada A cara encriptada, coroa do reino fantochada
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Eu sou a charada por poucos decifrada Por vós amada por todos desejada A cara encriptada, coroa do reino fantochada Por todos disputada, por todos procurada O dilema a malícia a felicidade fictícia A corrupção do polícia a censura da notícia Matéria palpável desejada em abundância Mal inevitável o prólogo da ganância Sou o pseudónimo do ser anónimo Corpo de lúcifer é meu sinónimo Fui a razão da fúria de cristo Sou desde então o advogado do ministro Sou a razão das solidárias ajudas Fui a razão dos chicotes dos tugas Sou a causa da fama do judas Sou e serei o ser que tu não mudas. Sou a máscara do vosso baile O tecido do vosso xaile O defeito insuperável pela qualidade Plumas no leito que trazem infelicidade Eu sou o mal mas por ti necessário Ser decimal, sinal vital binário Na minha ausência a presença do precário Na abundante existência o sorriso do proprietário Sou debatido na igreja, no ministério No político partido no Vaticano em mistério Sou o vício do ambicioso sem critério Ser maligno que ninguém leva a sério O meu pacto com o homem só vai até o cemitério Quando vivo garanto-lhe um império Sou o incentivo das maldades do hemisfério Motivo do debate bélico no Iraque.