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Frase de LJ Nhantumbo

Eu sou a charada por poucos decifrada Por vós amada por todos desejada A cara encriptada, coroa do reino fantochada Por todos disputada, por todos procurada O dilema a malícia a felicidade fictícia A corrupção do polícia a censura da notícia Matéria palpável desejada em abundância Mal inevitável o prólogo da ganância Sou o pseudónimo do ser anónimo Corpo de lúcifer é meu sinónimo Fui a razão da fúria de cristo Sou desde então o advogado do ministro Sou a razão das solidárias ajudas Fui a razão dos chicotes dos tugas Sou a causa da fama do judas Sou e serei o ser que tu não mudas. Sou a máscara do vosso baile O tecido do vosso xaile O defeito insuperável pela qualidade Plumas no leito que trazem infelicidade Eu sou o mal mas por ti necessário Ser decimal, sinal vital binário Na minha ausência a presença do precário Na abundante existência o sorriso do proprietário Sou debatido na igreja, no ministério No político partido no Vaticano em mistério Sou o vício do ambicioso sem critério Ser maligno que ninguém leva a sério O meu pacto com o homem só vai até o cemitério Quando vivo garanto-lhe um império Sou o incentivo das maldades do hemisfério Motivo do debate bélico no Iraque.

LJ Nhantumbo

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Pensador.com

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Outras frases de LJ Nhantumbo

Nunca deixei de gritar por não ser escutado Nunca desisti por não estar acompanhado Nunca mudei a escrita por não ser compreendido
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Nunca deixei de gritar por não ser escutado Nunca desisti por não estar acompanhado Nunca mudei a escrita por não ser compreendido Nunca em meus escritos citei um verso ouvido Nunca pensei em lucrar com o RAP que faço Nunca falarei mal de alguém para ganhar espaço Nunca falei bobagens para versos rimarem Nunca farei música para miúdas dançarem Nunca lamentei da vida sem antes trabalhar Nunca deixei de sonhar em arquitetar Nunca propositei erros por ser imperfeito Nunca consciente mostrei o meu defeito Nunca por falta de guita arranquei carteira Nunca por sofrer «bulling» abandonei a carteira Nunca por falta de ideias escrevo besteira Nunca a minha Mãe sofreu com a minha asneira Nunca saí á rua para criar um inimigo Nunca deixei-me influenciar por um amigo Nunca para ser acarinhado divulguei meu segredo Nunca do trabalho tive medo, sempre acordo cedo Nunca a minha realidade escondi com mentiras Nunca dei nem darei sangue a miúdas vampiras Nunca levantei mão a nenhum adulto Nunca por ser miúdo agi como um puto Nunca respeitei a cara de quem me fala pelas costas Nunca rompi amizades por partilhar ideias opostas Nunca tatuarei o nome de uma mulher em minha pele Nunca dirigi-me mal inspirado com a caneta no papel Nunca procurei mentir para ganhar a razão Nunca quem elogiou-me apertou-me a mão Nunca irei a palhota pedir uma mansão Nunca me faltará pão tenho profissões na mão.

Mal, afinal quem é o Pai desse mal? É o ser transcendental ou o animal racional? O diabo decerto é a opinião global
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Mal, afinal quem é o Pai desse mal? É o ser transcendental ou o animal racional? O diabo decerto é a opinião global Um tal anjo esperto, governante universal Censo comum é a ponte do conhecimento actual Eu não creio em dogmas acredito na moral O dogma é veneno da potência intelectual Única certeza trivial é que o mal é real Ausência do bem, insatisfação da conduta De alguém para outrem, com ou sem desculpa O mal é histórico, nascido da labuta Arquitetado pelo homem, o mal reside na disputa Homem transfigurado em animal selvagem Facto mais que consumado, não se trata de miragem O fim é justificado pelo meio que é usado Mesmo que o resultado prejudique o irmão do lado.

1 É a porra de mais um dia e hoje agarro a minha bic
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1 É a porra de mais um dia e hoje agarro a minha bic Se a barriga está vazia não é por falta de apetite É a crise na economia, concretamente em Moçambique Há uma semana não padecia e hoje padeço de gastrite 2 Carrego a crise nas entranhas bem antes da idade Não há machambas castanhas nem no campo, nem na cidade Mas nos mercados apanhas preços a uma disparidade E esses cabrões nas campanhas prometeram-nos prosperidade 3 Enganaram-nos de novo já não é novidade O novo patrão é o povo é o slogan da actualidade Um patrão que não tem vez e seu pranto é censurado Que paga a dívida que fez o seu ex-empregado 4 Não há emprego, não há trabalho nem uma oportunidade Licenciados estão sentados como estiveram na faculdade Outros a serem formados formatados pela universidade Mestrados e doutorados amputados a sagacidade 5 Estou incluso na lista de estudantes universitários A fome e a fadiga são os dilemas diários Mas o que faz com que não desista são os meus conselheiros A palavra deles me instiga porque são verdadeiros 6 Além da barriga, há que alimentar a mente E quanto a mim felizmente ando saciado como é evidente Apostando no futuro lançando a semente no presente É o investimento mais seguro, mais maturo e consciente 7 Como o outro dizia: a crise já foi mental Hoje de barriga vazia percebo que chegou ao metical Mas não precisa da CIA nem da perícia criminal A cara da cleptomania é o ex-dirigente nacional 8 Nada fez a polícia nem o supremo tribunal Quando se difundiu a notícia na TV e no Jornal O sistema está fudido já dizia o mano Chacal Enfraquecido e corrompido pelo partido imparcial 9 A democracia é enganação cuidado que és assassinado Só tem liberdade de expressão o cidadão não letrado Recordo da manifestação que não aconteceu ano antepassado Fez-se a rua um batalhão da milícia bem armado 10 Ficou claro desde então, não, ficou confirmado Que nos querem ver calados, sentados e conformados Nossos direitos confiscados, nossos prantos revogados Salários magros atrasados, mais subsídios aos deputados.

Não tenciono por nada ser a próxima celebridade Ergo a caneta gastada, com mês de idade Traço a letra alinhada aos sucessivos versos
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Não tenciono por nada ser a próxima celebridade Ergo a caneta gastada, com mês de idade Traço a letra alinhada aos sucessivos versos Mente entusiasmada, explorando universos Pouco serei reconhecido por este acto solitário Escrever feliz e aborrecido como se construísse um diário Muitos me têm esquecido, poucos me percebem Não me dou por vencido nem convencido que não me recebem Não sei ainda ao certo qual é o fim disto Embora conciso decerto, escrevo e insisto O amanhã é incerto, aldraba-se quem o tem previsto O agora é que existe, aproveito e não desisto Quero sair dos bastidores, da sombra das cortinas Encarar espectadores, espantar as rapinas Quero estar com trovadores escalando a pé colinas Não procuro aduladores nem intimidades com meninas A solidão me basta mas a fama não nego Letra tenho tanta de transtornos que carrego Depressão me persegue com martelo e prego Mas ela não percebe que nunca me entrego E se a morte é para todos, então não tenho medo Vou escrever e escrever até sangrar os dedos Fazer da caneta e a sebenta meus brinquedos Um dia serei ouvido, reconhecido, tarde ou cedo. Começou na curiosidade, experimentei ao acaso Naquela ingenuidade era um papel raso A ideia era rimar, métrica não vinha ao caso O mais rápido terminar, obedecia um prazo Em uma viagem de ida, com passagem de volta Atraído pela batida, a mão ficou mais solta Cabeça toda pronta, cegueira conheceu a morte Rasguei meu passaporte e abracei esta sorte Sorte de aprender quando estou a ensinar Sorte de poder falar a rimar Sorte de escrever, sem nada para limitar Isto me fez conhecer meu próprio limiar O norte é a frente, a morte é a meta Métrica diferente na voz e na letra Cai areia da ampulheta eu sentado num cometa Viajando pelo planeta, com caneta e sebenta Mas nem sempre é assim, imaginação esgota-se Transpiração entra aí quando a mente encontra-se Em transe temporário, fora da órbita Aciono o modo solitário, pratico a mania mórbida Sem grupo ou banda, sozinho no «Under» A mim ninguém manda, MTA, só anda Sem grupo ou banda, sozinho no «Under» E se o reconhecimento não vier? MTA, não se zanga. Cinco anos na activa, já sou licenciado Manter a poesia viva, (cumprindo o primeiro jurado) Depois da positiva com a obra «Verbum Pro Verbo» Cheguei a conclusiva que sou um bom servo Entreguei-me por inteiro tal como advertido Fiel mensageiro, requisito cumprido Desde sempre verdadeiro, mais outro obedecido E tudo que me é retribuído, é um público ensurdecido Ninguém me escuta, isso tem em aborrecido E não há desculpa que me deixa convencido Que o conteúdo que trago passa despercebido Isso não acredito, mesmo sendo introvertido Juro meu irmão tentei parar de escrever Mas essa opção não me cabe escolher O cérebro e o coração são os comandos do meu ser Não posso dizer não, apenas proceder a obedecer Na auto-exposição, apostei em demasia Canção em canção são, tristezas e alegria Se verso fosse um grão de arroz não emagrecia Desnutrição não preocuparia, gastrite não temeria Só para a minha informação, o que disse é utopia Caio em depressão só de saber que a poesia Que escrevo com dedicação não passa de uma porcaria Ao desgosto do cidadão influenciado pela maioria … Globalização.