Frase de M Clara M.
Vou-me embora de Pasárgada Aqui sou o alvo do rei Aqui não sou a mulher que quero E sei que nunca serei Vou-me embora de Pasárgada Vou-me embora de Pasárgada Aqui eu não sou feliz Aqui a vida é dura E com a tristeza de tal modo conivente Que Joana, a (confrangida) de Espanha Rainha e de astúcia inexistente Continua a nos reverberar tristemente Sua imagem injustiçada de frágil e inclemente E como viverei sem amarras Andarei de mãos dadas Estarei do outro lado Do lado de fora do...aquário! Meu choro não mais será mar E quando o amor me encontrar Poderei enfim sem qualquer temor amar Mandarei chamar Robespierre, Danton, Marat Pois mesmo longe daqui, ainda terei um pequeno assunto a tratar E mandem pintar Delacroix O sofrer de quem um dia me fez clamar Vou-me embora de Pasárgada Em Pasárgada não tem nada Aqui não existe qualquer civilização Viver não me é seguro E tenho comigo a convicção De que a tantos outros também não Já não mais temos vontades Pois morrem na cidade as prostitutas Que o capital mandou matar A tristeza sempre dura Não tem mais jeito Se por aqui ficar Em duas ou três noites acabarei por me matar -Aqui sou o alvo do rei- Aqui não sou a mulher que quero E sei que nunca serei Vou-me embora de Pasárgada Vou-me embora, pois desta tardia alvorada Vejo que tudo o que me prometera Bandeira Era uma utopia disfarçada Vou-me embora, sonho intenso, vou-me embora, raio vivido
No pensador.ai desde