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Frase de Nicola Vital

O MITO DO NATAL: Nesta noite de natal Eu saí por três vezes às ruas... O que eu queria!? Era apenas encontrar o precursor desta noite. E em todas as casas que percorrí As portas estavam fechadas, havia sim, um clima de festa O som que se ouvia era festivo. Mesas fartas, músicas comerciais, deleites e comemorações. Em um ímpeto de curiosidade Fixei meu olhar às frestas daquelas portas E em nenhuma delas vislumbrei o aniversariante. Sai um pouco desolado. Me recolhí e fiquei a me perguntar. Por que tanta euforia se todo dia é dia de natal? E todos os dias ele nasce em todo o universo. Mais tarde o sol ainda não chagara, e o som da música já se fazia mais fraco. Pela quarta vez eu deixava o sono ainda não dormido E o encontrei! O Arauto. Cansado, malcheiroso e não parecia ter nascido naquele dia! Todos já entorpecidos em sua própria festa não o reconheceram. E fecharam-lhe as portas. Ao romper da aurora, caia a ribalta, as portas se abriam para um novo dia. Não era mais natal... E ele ali inerte ao solo onde descansava invisível aos olhos de seus anfitriões. Sem cheiro, sem alento, sem recordações! Não era mais natal, não era mais natal.

Nicola Vital

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos!
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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos! Não me chorem amargos sisos! Eu não chorei nem sorri. Quando eu morrer, Se assim, o for meu querer, Os ouvidos, guardai em potes de vidro Pra que não possa te ouvir. Sobre os meus olhos, Plantai no mais alto dos outeiros De frente pro mundo inteiro Para eu ver, quem chora ou sorrir. Quando eu morrer, Só a língua deixai ao relento Pra não calar o que sinto E reportar o porvir. E só quando eu morrer, Separem do corpo o nariz Esse aos eflúvios condiz Guardem-no, nos florais,aos jardins.