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Frase de Tatiana Sobreira

Autos Juninos, o meio. Como cruzar Palavras dos meus caminhos com textos e explicações, sentimentos, percepções. Sigo montando quebra-cabeças com honra e determinação. Abraçar pela manhã minhas tentativas de enterrar com palavras o meu passado. Noite passada eu tive um sonho: Vi o meu presente. Estava deitada em minha cama a observar meu corpo. Cada detalhe, cada movimento. Que cena torpe. Meu sopro quase morto de mim. Um semblante adormecido, contrito. Um corpo cansado, diferente, sem vida, asfixiado pelo tempo. Acordei de sobre salto afogada em lembranças. Sinto nesta manhã que poderei ser eu sem futuro. Poderei ter um dia de cada vez, sem reprises, somente com uma atriz e vários atores. Ontem eu tive um sonho. Sonhei comigo deitada ao meu lado, abracei o meu passado e aprecie o meu presente. Ví: A Autoajuda de necessária tornar-se moda no modo de ganhar dinheiro dos desesperados por si. O Autodidata que aprendeu sozinho transformar-se num artigo de prateleira. Mera auto-classe sem vapor. As Autobiografias de histórias de alguém mudar-se para status de celebridades vis, não mais escritas por uma, mas duas ou três mãos com bolsos furados de tantos vinténs. A Autodeterminação que até bem pouco tempo era um direito de um país decidir o próprio destino político, vender por barganhas de poder suas nações, como bônus, como prêmio, os seus cidadãos perdidos e sem direção e escravizados. A interferência externa é uma constante, silenciosa, por vezes desavergonhadamente gritante, belicosa e travestida de ilusão. Os países revelarem-se o desenho da Autolotação compromissados com um propósito, uma direção: o de encurtar distâncias usando levianamente o nome globalização. Resultados mórbidos danificam equações, alucinam sonhos que desconstroem com acordos bilaterais de meia dúzia de famintos por posições, projeções entre bajulações, contas em paraísos fiscais em um automatismo desnecessário. Retrato fiel da automatização. Definitivamente substituíram as formigas humanas, operários dos sonhos, por máquinas que lhes imitem os movimentos seculares. Autoestima? Conta bancária! Na esquina? Nada! Em casa? Adentra pela TV, a “Autoescola da corrupção”. O sonhador Autônomo que antes era governado por leis próprias, livre, trabalhador sagas, hoje é o empreendedor continuamente assaltado pela Pátria vendida e despatriada. Quero pedir uma Autopsia. Vamos examinar esse cadáver. O “cadáver” o inventor, do causador, o Autor. Quero autuar também, os Legisladores infratores, sonegadores, opositores do meu progresso. Quero me autuar por cegueira. Estou cansada desse Autorama. Dessa infame pista automobilística em miniatura. Não quero mais ser carrinho de brinquedo que disputa corridas em espaços limitados. Dê-me de volta a minha Autoria, quero de volta a minha qualidade ou condição de autora. Eu sim sou Autoridade, eu tenho o poder, domínio, prestígio, sobre o sonho que sonhei na noite passada. Posso me abraçar de novo. Autoritários de plantão, sem escrúpulos, déspotas, inúteis. Eu sou uma sonhadora que decidiu acordar para a minha nação. Estão nos autos. Seja o da compadecida ou não paixão pela vida. Serei eu, mais uma escolhida e acolhida por mim. Ontem à noite tive um sonho. Sonhei que retornei à Terra. Minha herança de mim.

Tatiana Sobreira

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Pensador.com

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Tarja Preta 14.03.09 Remédios controlados…..
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Tarja Preta 14.03.09 Remédios controlados….. Tarja preta, que se enegrece em nossas vidas Tarja preta, que nos dopa de toda dor Controlando o incontrolável no desespero deste nosso terror. Tarja preta me controla, por favor Tarja preta, alivia-me pelo amor de Deus Apague minha insanidade dessa Senhora que chegou Apague as vestes dela, que sou um mísero e péssimo entendedor. Entorpeça-me com teus efeitos Desfigura minha emoção, Eu desarmo os meus controlados instintos descontrolados em sua Tarja preta, enegrecida de todas as minhas emoções. Tarja preta, que caminha com a Senhora. Enlouquecida dor, mande-a ir embora, salva-me com teu golpe surdo do esquecimento Salva-me Tarja preta na fuga de seu controle Por hoje eu tomo uma bolinha, amanhã Tarja preta te tomo mais, Vou deitar Tarja preta, sobre o efeito do teu funeral.

Filo+Sofia= D.E.G.E.N.E.R.E.S.C.Ê.N.C.I.A. A Filosofia não me deixa só. Somente ela mostrou que a curiosidade é familiar, e,
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Filo+Sofia= D.E.G.E.N.E.R.E.S.C.Ê.N.C.I.A. A Filosofia não me deixa só. Somente ela mostrou que a curiosidade é familiar, e, Família não tem forma. Esta é a minha Filosofia que mora sem portas fechadas. Esta é a Filosofia que faz tudo girar. Ela não me deu ciência das coisas Deu despertar com e sem asas. Fez de minha mente pedaços de casas Um pedaço de Deus e do Nada Com descobertas significantes E sem perpetuar. A Filosofia me deu divindades e demônios sem idades Todas morando em mim e em compadres e comadres. Corpos humanos sem tempo Estrelas destruídas por dentro Nascendo em mundos afins e não afins Preparando para outros encontros De tudo o que há de bom e ruim. A Filosofia sempre me oportuniza novas moradas Das árvores magras que meus braços abraçam Fez dos meus dias gordos troncos enraizados Orbitando espaços truculentos e emancipados A Filo meu deu Sofia. Deu arguta sabedoria Ignorante magia Deu a minha prática das comédias materiais e arlequins, vagabundos vanguardistas e muito mais. Fez frenesi em meus dias Mimos degenerescentes até então previsíveis, ditos ditosos, podres imponderáveis fins e sem fins. A Filosofia me deixou mais sensível aos fatos. Fez do faro melecar meu paladar nato. Do pensar correr feito humano sem domesticação, Por entre concretos, florestas, e imensidões de sins e de nãos. Fez do meu Eu ir além da pressão da terra Ir no além do que se espera Do que é e o que ainda está por vir. Do além filosofar do que chamam de devir. Sem medo de balanças e lanças verbais Nem de chuva e sóis Coragens, covardias e muito mais. Sem protetores e muitos lençóis Me fez comer formigas e brincar com para-raios e para-sóis. Me faz deixar de ser Uma e passei a ser Dois Banhos de rios, geringonças e depois Criadas por minhas mãos ou a dois, três, quatro, cinco e mãos amputadas. Filosofia me deu foi mais do que Espadas. Com a Filosofia eu assumi meu fim Olhei friamente emocionada as crias que ela criou Todas dentro e fora de mim. Daí dei novos começos sem mascarar e esperar pelo “depois”. Degenerescência é, e sempre, será a Filosofia do meu jardim. T.S.

MEU MANTRA DIÁRIO Por tudo o que eu nunca CANTEI EM MEU MANTRA DIÁRIO Por cada silêncio sem a necessidade de palavras,
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MEU MANTRA DIÁRIO Por tudo o que eu nunca CANTEI EM MEU MANTRA DIÁRIO Por cada silêncio sem a necessidade de palavras, Por todos os olhos revirados dia e noite, Por todas as palavras soltas e desenfreadas na raiva e dor, Por todo o grito descontrolado de medo e indignação, Por toda lágrima vertida da minha alma que chorava para regar o meu corpo trêmulo de ansiedade e desespero, Por toda a injustiça praticada a mim, Por toda as perdas e vitórias conquistadas, Por todas as noites sem sentido aparente, Por todo o medo e felicidade realizados e sentidos na vida, Por todo instante que respiro os ares que nunca são iguais, Por todo o nascer de sol que me aquece e me rejuvenesce, Por toda a bravura que vem sempre a minha mente quando esta seta esfacelada pelas incertezas da vida, duvida de tudo. Por toda a imensidão de infinitas possibilidades e impossibilidades em meu presente, Por todo o amor que carrego em meu coração e mente, Por toda doçura e alegria que me envolvem a cada entardecer suave e anoitecer estrelados na terra, Por toda natureza que me faz, cada dia, ser mais naturalmente eu, Por todos os abraços recebidos de carinho e afeto sinceros, Por toda a discórdia praticadas e recebidas e que me ensinaram que somos todos passíveis de erros, e acima de tudo, humanos. E ainda: Por toda Grandeza que o poeta se reveste por não conseguir mensurar um terço do que lhe vem a alma, mas faz dele, a grande e indivisível tinta das canetas, a escrever sem parar trechos da perfeição chamada VIDA, Por toda morte e histórias de antepassados do próprio mundo que fazem parte deste gigantesco UNIVERSO do qual fazemos tons nesta imensurável galáxia. E assim: Por toda a minha pequenez em ser uma minúscula obra deste Cosmo. Eu, perante toda a corte marcial da vida, me prostro de joelhos. GRATITUDE, EU EXISTO. T.S.

Rio Por muito tempo escondi palavras, Economizei canetas e tintas.
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Rio Por muito tempo escondi palavras, Economizei canetas e tintas. Por muito tempo acorrentei músicas. Por um tanto assim de desafios, eu me dei conta quanto deixei adormecida as minhas águas que teimavam em brotar sem parar. Por um tempo eu as deixei represadas e sem forças. Por um tempo eu as deixei sem tempo. Agora correm firmes, fortes e rumo ao Mar. Rumo 'a terras áridas. Fazem até correntezas. Quebram represas. Correm sem cessar rumo 'a horizontes onde palavras não tem vendas e nem tendas. Não pedem tempo alheios pois do seu tempo já tomou conta. Minha voz, agora, ecoa novos sons. Limpos e graves. Voltou a ser o trovão de outrora. Não amordacei mais a boca, não adoeci os meus olhos. Dei um tempo pra mim de presente. De tanto chorar eu os limpei um a um os buracos entupidos de minha sujeira. Estavam tão turvos, imundos, corrompidos. Agora, Transbordaram Rios profundos. Sabem, também, ser rasos e afogar neste rio-mar de águas doces e salgadas, todas as maldades, a ausência do pecado, do ato, do trato, e, doa atos a si. Quanta animalidade, anormalidade e somente é. Aqui no natural o humano que corre com a pimenteira nos olhos transpira em ardências. Deixar fluir o meu Rio, para lavar as pimentas secas e vermes, é excitante. Descer para o oriente, rumo ao Sol nascente, renova. Eu, meu Rio, mochilas e rio sem limites. Um dia cruzei oceanos, mas hoje eu ainda Rio. Eu ainda sorrio de mim e de minha fluidez. Abandonei a flacidez da vida e dos estômagos. O meu Rio quando encontra as margens no fundo, irriga por dentro mundos. Dei água para a natureza que aqui se aquecia e queimava. Eu ainda sorrio das lágrimas que nunca me abandonaram. Hoje dou um descanso 'a elas. Dei a elas o Mar como descanso, e não mais Rio e descaso. Se é pra ter Sal, tempero-me Por muito tempo, muito tempo, havia deixado de ser eu. Por muito tempo, muito tempo, havia deixado de ser Rio. Hoje sou Mar. É um excelente dia pra morrer. Bela Morte aos que, ainda, sabem Viver. T.S.