Pular para o conteúdo

Frase de Tatiana Sobreira

MEU MANTRA DIÁRIO Por tudo o que eu nunca CANTEI EM MEU MANTRA DIÁRIO Por cada silêncio sem a necessidade de palavras, Por todos os olhos revirados dia e noite, Por todas as palavras soltas e desenfreadas na raiva e dor, Por todo o grito descontrolado de medo e indignação, Por toda lágrima vertida da minha alma que chorava para regar o meu corpo trêmulo de ansiedade e desespero, Por toda a injustiça praticada a mim, Por toda as perdas e vitórias conquistadas, Por todas as noites sem sentido aparente, Por todo o medo e felicidade realizados e sentidos na vida, Por todo instante que respiro os ares que nunca são iguais, Por todo o nascer de sol que me aquece e me rejuvenesce, Por toda a bravura que vem sempre a minha mente quando esta seta esfacelada pelas incertezas da vida, duvida de tudo. Por toda a imensidão de infinitas possibilidades e impossibilidades em meu presente, Por todo o amor que carrego em meu coração e mente, Por toda doçura e alegria que me envolvem a cada entardecer suave e anoitecer estrelados na terra, Por toda natureza que me faz, cada dia, ser mais naturalmente eu, Por todos os abraços recebidos de carinho e afeto sinceros, Por toda a discórdia praticadas e recebidas e que me ensinaram que somos todos passíveis de erros, e acima de tudo, humanos. E ainda: Por toda Grandeza que o poeta se reveste por não conseguir mensurar um terço do que lhe vem a alma, mas faz dele, a grande e indivisível tinta das canetas, a escrever sem parar trechos da perfeição chamada VIDA, Por toda morte e histórias de antepassados do próprio mundo que fazem parte deste gigantesco UNIVERSO do qual fazemos tons nesta imensurável galáxia. E assim: Por toda a minha pequenez em ser uma minúscula obra deste Cosmo. Eu, perante toda a corte marcial da vida, me prostro de joelhos. GRATITUDE, EU EXISTO. T.S.

Tatiana Sobreira

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Tatiana Sobreira

Tarja Preta 14.03.09 Remédios controlados…..
Continuar lendo

Tarja Preta 14.03.09 Remédios controlados….. Tarja preta, que se enegrece em nossas vidas Tarja preta, que nos dopa de toda dor Controlando o incontrolável no desespero deste nosso terror. Tarja preta me controla, por favor Tarja preta, alivia-me pelo amor de Deus Apague minha insanidade dessa Senhora que chegou Apague as vestes dela, que sou um mísero e péssimo entendedor. Entorpeça-me com teus efeitos Desfigura minha emoção, Eu desarmo os meus controlados instintos descontrolados em sua Tarja preta, enegrecida de todas as minhas emoções. Tarja preta, que caminha com a Senhora. Enlouquecida dor, mande-a ir embora, salva-me com teu golpe surdo do esquecimento Salva-me Tarja preta na fuga de seu controle Por hoje eu tomo uma bolinha, amanhã Tarja preta te tomo mais, Vou deitar Tarja preta, sobre o efeito do teu funeral.

Filo+Sofia= D.E.G.E.N.E.R.E.S.C.Ê.N.C.I.A. A Filosofia não me deixa só. Somente ela mostrou que a curiosidade é familiar, e,
Continuar lendo

Filo+Sofia= D.E.G.E.N.E.R.E.S.C.Ê.N.C.I.A. A Filosofia não me deixa só. Somente ela mostrou que a curiosidade é familiar, e, Família não tem forma. Esta é a minha Filosofia que mora sem portas fechadas. Esta é a Filosofia que faz tudo girar. Ela não me deu ciência das coisas Deu despertar com e sem asas. Fez de minha mente pedaços de casas Um pedaço de Deus e do Nada Com descobertas significantes E sem perpetuar. A Filosofia me deu divindades e demônios sem idades Todas morando em mim e em compadres e comadres. Corpos humanos sem tempo Estrelas destruídas por dentro Nascendo em mundos afins e não afins Preparando para outros encontros De tudo o que há de bom e ruim. A Filosofia sempre me oportuniza novas moradas Das árvores magras que meus braços abraçam Fez dos meus dias gordos troncos enraizados Orbitando espaços truculentos e emancipados A Filo meu deu Sofia. Deu arguta sabedoria Ignorante magia Deu a minha prática das comédias materiais e arlequins, vagabundos vanguardistas e muito mais. Fez frenesi em meus dias Mimos degenerescentes até então previsíveis, ditos ditosos, podres imponderáveis fins e sem fins. A Filosofia me deixou mais sensível aos fatos. Fez do faro melecar meu paladar nato. Do pensar correr feito humano sem domesticação, Por entre concretos, florestas, e imensidões de sins e de nãos. Fez do meu Eu ir além da pressão da terra Ir no além do que se espera Do que é e o que ainda está por vir. Do além filosofar do que chamam de devir. Sem medo de balanças e lanças verbais Nem de chuva e sóis Coragens, covardias e muito mais. Sem protetores e muitos lençóis Me fez comer formigas e brincar com para-raios e para-sóis. Me faz deixar de ser Uma e passei a ser Dois Banhos de rios, geringonças e depois Criadas por minhas mãos ou a dois, três, quatro, cinco e mãos amputadas. Filosofia me deu foi mais do que Espadas. Com a Filosofia eu assumi meu fim Olhei friamente emocionada as crias que ela criou Todas dentro e fora de mim. Daí dei novos começos sem mascarar e esperar pelo “depois”. Degenerescência é, e sempre, será a Filosofia do meu jardim. T.S.

Rio Por muito tempo escondi palavras, Economizei canetas e tintas.
Continuar lendo

Rio Por muito tempo escondi palavras, Economizei canetas e tintas. Por muito tempo acorrentei músicas. Por um tanto assim de desafios, eu me dei conta quanto deixei adormecida as minhas águas que teimavam em brotar sem parar. Por um tempo eu as deixei represadas e sem forças. Por um tempo eu as deixei sem tempo. Agora correm firmes, fortes e rumo ao Mar. Rumo 'a terras áridas. Fazem até correntezas. Quebram represas. Correm sem cessar rumo 'a horizontes onde palavras não tem vendas e nem tendas. Não pedem tempo alheios pois do seu tempo já tomou conta. Minha voz, agora, ecoa novos sons. Limpos e graves. Voltou a ser o trovão de outrora. Não amordacei mais a boca, não adoeci os meus olhos. Dei um tempo pra mim de presente. De tanto chorar eu os limpei um a um os buracos entupidos de minha sujeira. Estavam tão turvos, imundos, corrompidos. Agora, Transbordaram Rios profundos. Sabem, também, ser rasos e afogar neste rio-mar de águas doces e salgadas, todas as maldades, a ausência do pecado, do ato, do trato, e, doa atos a si. Quanta animalidade, anormalidade e somente é. Aqui no natural o humano que corre com a pimenteira nos olhos transpira em ardências. Deixar fluir o meu Rio, para lavar as pimentas secas e vermes, é excitante. Descer para o oriente, rumo ao Sol nascente, renova. Eu, meu Rio, mochilas e rio sem limites. Um dia cruzei oceanos, mas hoje eu ainda Rio. Eu ainda sorrio de mim e de minha fluidez. Abandonei a flacidez da vida e dos estômagos. O meu Rio quando encontra as margens no fundo, irriga por dentro mundos. Dei água para a natureza que aqui se aquecia e queimava. Eu ainda sorrio das lágrimas que nunca me abandonaram. Hoje dou um descanso 'a elas. Dei a elas o Mar como descanso, e não mais Rio e descaso. Se é pra ter Sal, tempero-me Por muito tempo, muito tempo, havia deixado de ser eu. Por muito tempo, muito tempo, havia deixado de ser Rio. Hoje sou Mar. É um excelente dia pra morrer. Bela Morte aos que, ainda, sabem Viver. T.S.

AS BADALADAS NOTURNAS DA VIDA Não sei, ao certo, como foi que aconteceu. Disseram que nasci mulher
Continuar lendo

AS BADALADAS NOTURNAS DA VIDA Não sei, ao certo, como foi que aconteceu. Disseram que nasci mulher Condicionaram-me a tal Eu caminho sozinha isso sim Tão em meu mundo que não admiro mais, nem sequer, um riso e o medo de um normal. Fiz tantas coisas bobas, Tantas mentiras tolas, E eu fui ficando sozinha, Na minha, E fui indo, chorando, Fui rindo.... FOI LINDO! Hoje resta-me eu, e minhas histórias Minhas vontades que foram exercidas, pesaram contra mim Tornaram-se a minha maior representação Julgaram-me e condenara-me. Só porque tentei mostrar o que sou. E eu acreditei na condenação e na culpa por muitos anos. As pessoas não gostam de circo de horrores, mas amam estar presentes neles. Na hora do vamos ver, todos correm , e eu fiquei. Hoje sou uma ex presidiária de valores. Tantos preconceito, Tantos preceitos Tanto santos e deuses a apontar em minha direção. Bestas, imbecis, Bípedes hipócritas. Nem toda a tempestade do mundo lava as suas bocas e línguas malditas e tortas. Nem a sucção de aspiradores-de-pó e vassouras, limpam estes cérebros alijados e condicionados do tempo. Sou sim uma Profana, Mundana e coisa qualquer. Sou até humana, e, deixei de ser aquela dita mulher. Assumo a minha decadência e minha demência, A ruptura do bom senso com o senso qualquer. Sinto-me Lata. E sei que sou, e sempre serei, ingrata ‘a própria gratidão. Sim, sou marginal não assumo mais a postura de serviçal. Sou culpada por ser Sou culpada sim, por me mascarar, por vergonha, medo ou valores hipócritas, em tudo o que fiz. E eu: querendo esconder pra ser aceita, eleita como a perfeitinha da perfeição. Sou porca. Torta Sem rejunte. Sem "armengos", resenhas mal feitas ou diagramação. Sou a própria imperfeição perfeita. Nesta eu fui a eleita. Não, não foi nojento. Fui eu, e hoje estou sozinha. A chuva fina que cai lá fora Sempre me vem com uma força bruta Que me devora. Feliz? Pra que isso na vida se sigo sempre com ela por um triz? Já morri faz tempo e foi logo ao renascer. Caminharei morrendo sempre e me refazendo enquanto crescer. E o que me resta a não ser continuar sendo e praticando o meu EU? Em Tatiana, Sobreira é indecente. E, seguramente, nunca mais deixarei de pertencer a mim e o que me sobrou, azedamente Sobreira. T.S.