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Frase de Allan Caetano Zanetti

A patrícia e o plebeu Ela aprecia concertos de música clássica Batendo palmas como a gente particular Fica em evidência nos grandes eventos Atua com maestria na arte de dissimular Ele é a majestade maior da boca do lixo Possui, no bolso, somente alguns trocados Como um sujeito simples, tem desgostos Carrega consigo um fardo muito pesado Dividindo a mesma rua, o luxo e a miséria Evidenciam a incrível desigualdade social Corremos sem parar, mesmo sem refúgio Como quem pode previr seu próprio final Ela ostenta as joias que mantêm um brilho Os holofotes se voltam, a câmera é focada A televisão transmite, retransmite e assim A dama torna-se cada vez mais desejada Ele está apenas tentando achar um abrigo Na metrópole, há homens que viram cães Quem sabe consiga realizar uma refeição Com as migalhas que sobraram dos pães Entre o marginalizado e a ilustre rainha A maioria decide qual caminho escolher Ignorando visões alternativas dos fatos Parece que o importante mesmo é ter.

Allan Caetano Zanetti

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Ao natural Se desse pra te tirar da memória Eu já teria te deletado do sistema
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Ao natural Se desse pra te tirar da memória Eu já teria te deletado do sistema Só que eu lembro de quase tudo E estou com um baita problema Na areia da praia ou na calçada A saudade leva o mesmo nome Até no lado de lá deste planeta Não há outra a quem eu chame Política, economia e sociedade Fico atento às novidades todas Mas sem nenhuma notícia tua De Dubai, as experiências boas Sinto em segredo, sei esconder Falar sobre tudo sem me expor Evocando os teus olhos verdes Crise fiscal só me causa torpor Foi um prazer ter te conhecido Na contramão da miopia geral Uma observação atenta saberia Que só por ti escrevo ao natural.