Frase de Carlos Alberto Rodrigues Alves
JONAS DE ARAGUARI Poetas, seresteiros, namorados... Todos vós que assentais junto ao rio Jordão... Vós todos que salmodiai na embaixada dos papagaios... Peço-vos licença para algumas coisas: Primeiramente, para pontear na viola um canto de paz pela vida. Acontece senhores, que nesse primeiro-de-ano que se aproxima, como ocorre há 75 janeiros, um homem-de- bem e que traz em seu nome o sentido da paz, verá mais uma vez seu povo congregado para celebrindar a vida-que-lhe-renasce-todos-os-dias. Por isso peço-vos que anuncieis nos sinos das catedrais que vai rolar a festa na casa da dona Waldete. “O povo do gueto mandou avisar Pode vir, pode chegar Misturando o mundo inteiro Vamos ver no que é que dá Tem gente de toda cor Tem raça de toda fé” Peço-vos licença também , para registrar no cyberespaço que ele é meu amigo. E isto não por causa da cor da pele, não por causa do tempo que passamos jogando conversa fora e nem tampouco pelas nossas afinidades futebolísticas. Nossa amizade é coisa gratuita, coisa além do tempo e do espaço... A ele lhe cai bem o poema de Oscar Wilde: “Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa”. Finalmente, peço-vos licença para agradecer a esse devoto-do-divino, os belos retratos de sua sagrada família, fotografados pelas suas lentes-do-amor na página do Orkut e sintetizadas na auto apresentação desse poeta-profeta: “Jonas Alves da Silva, brasileiro, casado, advogado. Tenho dois filhos casados, dois netos, uma neta e um bisneto. Minha esposa há 50 anos e para sempre, Waldete Tilmann Ribeiro da Silva (Bodas de Ouro - 2 de maio)” Isso é uma declaração de amor! E como diz seu conterrâneo Drumond, nas suas maravilhosas sem-razões do amor: “Amor é dado de graça com amor não se paga Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse...” Por isso mesmo Marcão!... No descortinar da próxima quinta-feira, deixe um pouco de lado seu Vademecum! Marcinha!... Manda preparar os pãezinhos de queijo! Pedroca!... Aperte o agogô e afrouxe o afoxé! Você Guilherme!... Libere seus colares coloridos! Enfim... Poetas, seresteiros, namorados de Araguari: “Esquentai vossos pandeiros Iluminai os terreiros que nós queremos sambar” É chegada a hora de escrever e celebrar o ano novo que “cochila e espera sempre” no coração menino-e-valente do mestre Jonas. Parabéns mano velho! Para você a benção dos celtas: "Que a sorte das colinas te abrace. Que teus bolsos estejam pesados e teu coração leve. Que a boa sorte te persiga, e a cada dia e cada noite tenhas muros contra o vento, um teto para a chuva, bebidas junto ao fogo, risadas que consolem aqueles a quem amas, e que teu coração se preencha com tudo o que desejas". (Homenagem da família ao amigo nascido no mesmo ano em que nasceram Rubem Alves, Eva Wilma, Lourenço Diaféria e Garrincha)
Carlos Alberto Rodrigues Alves
No pensador.ai desde