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Frase de Nicola Vital

AMOR COMERCIAL: É fria e úmida a chuva que cai Madrugada adentro. E eu a senti-la aqui sozinho Encontro esse poema, meu alento, Esse poema comercial... Ele versa o amor Fala do amor? Ou de amor? Ah! Quem falar do amor seria capaz? Sobre a vidraça em brumas que nos separa Eu posso exprimir seu rosto, Meu sonho é comercial!... Porque assim são iguais todos os textos, Todas as cenas, e todos os temas, De amor... São iguais. Do amor que se expele que se explicita. Eterno (...). Que como o ódio, e como a libido, O homem prova para reprovar E falar de amor é comercial. Também é comercial, A criatura que não é do criador. Deveras minha poesia é comercial.

Nicola Vital

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos!
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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos! Não me chorem amargos sisos! Eu não chorei nem sorri. Quando eu morrer, Se assim, o for meu querer, Os ouvidos, guardai em potes de vidro Pra que não possa te ouvir. Sobre os meus olhos, Plantai no mais alto dos outeiros De frente pro mundo inteiro Para eu ver, quem chora ou sorrir. Quando eu morrer, Só a língua deixai ao relento Pra não calar o que sinto E reportar o porvir. E só quando eu morrer, Separem do corpo o nariz Esse aos eflúvios condiz Guardem-no, nos florais,aos jardins.