Frase de Augusto dos Anjos
O Bandolim Cantas, soluças, bandolim do Fado E de Saudade o peito meu transbordas; Choras, e eu julgo que nas tuas cordas, Choram todas as cordas do Passado! Guardas a alma talvez d’um desgraçado, Um dia morto da Ilusão às bordas, Tanto que cantas, e ilusões acordas, Tanto que gemes, bandolim do Fado. Quando alta noite, a lua é fria e calma, Teu canto, vindo de profundas fráguas, É como as nênias do Coveiro d’alma! Tudo eterizas num coral de endeixas… E vais aos poucos soluçando mágoas, E vais aos poucos soluçando queixas!
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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