Frase de Marivaldo Pereira Souza
A mata e o tempo Como é fascinante Lembrar de você, Cecília. Na fazenda, Sua adorável companhia. Nos fins de semana: Passeios pelos bosques, Para contemplar a beleza Da diversidade vegetal. Cavalgar pelas trilhas Até as cachoeiras do rio. Saltar do alto das pedras, Mergulhando até o fundo no poço Nadar até os cipós nas árvores. Na volta pra casa Colher em abundância os frutos: Araçás, cajus, ananás e maracujás, Pela imensa mata tropical. Ainda me lembro muito bem O que você sempre dizia: Queria ter asas Para voar entre os galhos das árvores E ferozmente Impedir o homem De desmatar este jardim natural Cecília, Na diversidade daquele bioma, Você se encantava A fauna te dava imensa paixão. Eram tantas as espécies, Ficaram na memória, Me lembro muito bem. Observávamos a aparição do Acauã, anu-preto, araponga, águia real, bacurau, beija-flor, biguá, caburé, coruja, curiango, curió, guaxe, jacuaçú, macuco, papagaio, periquito, perdiz, sanhaço, saracura, sofrê e tururim. A mata atlântica nos impressionava. Por possuir lindas jueiranas, jacarandás, baraúnas, pequis, angelins, massarandubsa, paus d’alho e imponentes jequitibás. Cecília, Observando o tempo lá fora Me deu vontade de te perguntar: Algum dia, Essa mágica diversidade voltará a reinar? Quem irá preservar?
No pensador.ai desde