Pular para o conteúdo

Frase de Marivaldo Pereira Souza

Como ser incapaz de homenagear as rosas? Rosas que desequilibram meu olhar, Pela delicadeza, Na infinita beleza da cor, No abrir, no murchar Perfumam tudo ao redor Perfumam até no altar. As rosas que surgem em frases Fazem o amor ecoar Ecoou em mim Jorrou gotículas Como o orvalho matinal. Já até atravessei as nuvens d’aguas, Em busca do seu perfume pelos rochedos. Rosas que ao vento se vão, Rosas do além, Rosas belas num simples vaso, São rosas para o meu bem. Rosas que vem despidas, São rosas que pousam sobre mim, Transformam-se em rosas despedaçadas, Rosas que despertam famintas, Sangrando em pleno vermelho, São as rosas que me envenenam pelo espinho, Infiltrando-me ardentes desejos. Às Rosas, meus diversos beijos! Mperza

Marivaldo Pereira Souza

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Marivaldo Pereira Souza

A mata e o tempo Como é fascinante Lembrar de você, Cecília.
Continuar lendo

A mata e o tempo Como é fascinante Lembrar de você, Cecília. Na fazenda, Sua adorável companhia. Nos fins de semana: Passeios pelos bosques, Para contemplar a beleza Da diversidade vegetal. Cavalgar pelas trilhas Até as cachoeiras do rio. Saltar do alto das pedras, Mergulhando até o fundo no poço Nadar até os cipós nas árvores. Na volta pra casa Colher em abundância os frutos: Araçás, cajus, ananás e maracujás, Pela imensa mata tropical. Ainda me lembro muito bem O que você sempre dizia: Queria ter asas Para voar entre os galhos das árvores E ferozmente Impedir o homem De desmatar este jardim natural Cecília, Na diversidade daquele bioma, Você se encantava A fauna te dava imensa paixão. Eram tantas as espécies, Ficaram na memória, Me lembro muito bem. Observávamos a aparição do Acauã, anu-preto, araponga, águia real, bacurau, beija-flor, biguá, caburé, coruja, curiango, curió, guaxe, jacuaçú, macuco, papagaio, periquito, perdiz, sanhaço, saracura, sofrê e tururim. A mata atlântica nos impressionava. Por possuir lindas jueiranas, jacarandás, baraúnas, pequis, angelins, massarandubsa, paus d’alho e imponentes jequitibás. Cecília, Observando o tempo lá fora Me deu vontade de te perguntar: Algum dia, Essa mágica diversidade voltará a reinar? Quem irá preservar?

Que este silêncio não seja eterno, Na vida que levo de lembranças, Pelos caminhos do sacrifício,
Continuar lendo

Que este silêncio não seja eterno, Na vida que levo de lembranças, Pelos caminhos do sacrifício, Pelas lágrimas derramadas, No tempo e na distância, Daquela infância perdida. Que este silêncio não seja eterno, Para eu não perder a fé Para eu não perder a esperança. Para pôr fim a este silêncio: Que venham novas estações, Que venham novos frutos, Que venham novas flores, Que surjam novas cores. Para o amanhã, nova vida. Novos sabores. Mperza 2015

Eu prefiro a pureza da criança; Cumprindo o destino da natureza, Na companhia do seu amável cão,
Continuar lendo

Eu prefiro a pureza da criança; Cumprindo o destino da natureza, Na companhia do seu amável cão, Correndo, saltitando e sorrindo pelas águas calmas e límpidas do riacho; Se jogando nas folhas secas ao chão, Pelas sombras da floresta; Regozijando-se da liberdade do ir e vir de galhos em galhos, Como os beija-flores e borboletas, Se lambuzando na diversidade dos néctares silvestres; Se perfumando pelos aromas dos florais; Num pleno desejo harmônico de brincar e viver intensamente. Eu prefiro a pureza da criança! Mperza