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Frase de Simony Thomazini

E há tempos eu preciso de um lugar-comum. Aquele bla bla bla infame não causou, e já estava me enjoando. Eu precisava sair dali. Peguei o carro e parti em fuga. Liguei o som. Aumentei propositalmente para não ouvir as lágrimas que vagarosamente começaram a cair. Comecei a cantar devagar e quando percebi estava gritando. Gritando e chorando, num desespero incontrolável. Parei subitamente de cantar, gritar e chorar simultaneamente com os pés no freio. Ninguém poderia suspeitar da minha fraqueza em lidar com certas coisas. Eu deveria manter sempre a postura ereta, os olhos brilhando e o sorriso colado à boca. Eu deveria provar a mim mesma e a todos que eu conseguira ser sempre assim, mas, há tempos em que o peso sucumbe e eu precisava parar. Fugir era minha especialidade. Tornara-me perita nisso. E foi quando me dei conta de que precisava voltar. O desespero nunca dura muito tempo. E eu sabia disso. E sabia que o mundo não iria parar para eu me refazer, embora soubesse que vez em quando era eu quem precisava parar para continuar vivendo nele!

Simony Thomazini

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde fa…
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Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde falar não basta, mostrar-se não convence. Ficar só e fazer disso força. Fazer do silêncio poesia. Preciso me ausentar do mundo quase que como forma de sobrevivência. Colocar-me numa redoma e me contemplar. O mundo distorce o meu olhar sobre mim mesma. Preciso estar só pra poder me enxergar. Enxergar, mais do que ver aquilo que me falta. E saber reconhecer que aquilo que me falta é justamente aquilo que eu desejo pra mim. Fazer da falta não um vazio existencial, mas fonte de querer algo a mais da vida. O desejo me impulsiona pra vida, assim como a falta me leva aos fracassos mundanos e existenciais. Preciso fazer do meu silêncio o meu porto-seguro e o caminho indispensável que me levará de volta pra casa toda vez em que julgar que é preciso.