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Frase de Nicola Vital

⁠NÃO GOSTO DO “NATAL!”. Natal?! Teoricamente nos remete à vida. Nascer. No “natal” aproveitamos para sonhar uma vida melhor para si ou para aqueles que durante todo o ano nos eram invisíveis. Os excluídos na “roda dos expostos”. E por que só no “natal” nos tornamos solidários, atenciosos e afáveis? Por que não há “natal” em todos os lares, etnias e nações? E, só nesta data param-se as guerras e os “Homens” se abraçam? Quando todo dia é dia de “natal”! Será que ao celebrarmos damos a ele a roupagem que o momento reivindica? Podemos então afirmar? Claro que não! Colocamos o nascimento do Cristo tão somente como pano de fundo para uma data criada pela “burguesia e para a burguesia”. Pois todo ano a cada "natal" JESUS morre de fome na África e nas periferias da "burguesia" diante das mesas fartas de suas festas privadas e regadas à finas bebidas. No entanto contextualizamos o momento para explicitarmos nosso Ego, nossas Predileções. Será que no íntimo a cada “natal” não cuidamos prioritariamente dos nossos desejos frustrados durante os doze meses passados? É de bom alvitre dizer que passamos pelo tempo sem ver o tempo! Assim como passamos por nossos amigos, irmãos e semelhantes, frustrando-os de um singelo abraço. Salvo em dia de “natal”. Sobre o simbolismo do novo comemoram-se tudo que passou. O ano que para alguns fora bom ou Ruim, para outros nem existiu. Então, você já parou para pensar em que contexto se realiza o “natal”? Talvez seja certo dizer que na pratica existem os que encontram nesta data a espera ansiosa de seus ente queridos para a tradicional reunião familiar a fim de “matar” saudades. Em outros casos, para aparar arestas. Saldo daquele ano “ruim”. Há também os que pleiteiam ostentar poder, seja financeiro, político, religioso e Etc. Por essas e outras, devemos repudiar a hipocrisia deste “natal”. Todavia é de bom senso nos perguntar. Quantas crianças Sírias, palestinas... Não possui Natal todo dia o ano todo? Quantas ALEPPOS, PALESTINAS... Não veem as luzes natalinas, se não das balas traçantes que cortam os céus e os sonhos de suas “Velhas Crianças” todo dia o ano todo? Quantos bons “velhinhos” descem às lareiras dos muitos campos de refugiados em todo o mundo todo dia o ano todo? Quantas “Crianças Velhas” existem asiladas sem “papai Noel” e que todos os seus natais são tristes e findos? Enquanto adornamos o “natal” com “carinhas de anjos” e luzes natalinas, ALEPPOS, PALESTINAS... Sepultam seus “Anjos sem Cara” sob as luzes das balas que cortam os seus céus! “Papai Noel” não é um bom velhinho!!!! Ele mentiu pro meu Pai! Esperei-lhe por todas as noites todos os anos e ele não veio. Meu Pai em lagrimas me falou que seu trenó não pode subir o morro... Ah! Só agora posso compreender que meu pai mentiu para cessar meu sofrimento, minha angustia. O natal é sim revelador da extrema desigualdade social universo a fio Por isso, eu não gosto do “natal”.

Nicola Vital

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos! Não me chorem amargos sisos! Eu não chorei nem sorri. Quando eu morrer, Se assim, o for meu querer, Os ouvidos, guardai em potes de vidro Pra que não possa te ouvir. Sobre os meus olhos, Plantai no mais alto dos outeiros De frente pro mundo inteiro Para eu ver, quem chora ou sorrir. Quando eu morrer, Só a língua deixai ao relento Pra não calar o que sinto E reportar o porvir. E só quando eu morrer, Separem do corpo o nariz Esse aos eflúvios condiz Guardem-no, nos florais,aos jardins.