Frase de Graziele Freire de Oliveira
Eu não sei exatamente o que sinto. E talvez esse seja o sentimento. Há algo em mim que observa a vida como quem encosta a testa no vidro e não entra. Penso demais. Sinto antes de entender. E quase nunca entendo. Carrego uma estranheza mansa, uma lucidez que cansa, como se existir exigisse atenção o tempo todo. Às vezes sou profunda demais para momentos rasos. Às vezes sou simples demais para explicações longas. Não é tristeza. É consciência. Essa percepção silenciosa de que a vida acontece enquanto eu me pergunto o que exatamente está acontecendo dentro de mim. E sigo. Não porque sei para onde, mas porque parar seria sentir ainda mais.
No pensador.ai desde