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Frase de Graziele Freire de Oliveira

A insanidade raramente se anuncia. Ela se infiltra. Começa como um pensamento a mais, uma lucidez excessiva, uma sensibilidade fora de medida. Há mentes que não quebram apenas sustentam demais. Elas funcionam, respondem, cumprem horários, enquanto por dentro tudo oscila. A linha entre sanidade e desvio não é um abismo. É um fio. E muitos caminham sobre ele sem que ninguém perceba. A insanidade não é caos explícito. Às vezes é ordem demais. Controle demais. Consciência demais. Ela se disfarça de normalidade, aprende a conviver, a sorrir no momento certo, a calar no momento errado. E talvez o mais perturbador não seja perder a razão, mas mantê-la enquanto algo, silenciosamente, se desloca por dentro. Porque há estados mentais que não pedem ajuda, não fazem barulho, apenas continuam. E continuar, nesse caso, já é um sintoma.

Graziele Freire de Oliveira

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Pensador.com

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⁠Como eu amo amar. Mesmo quando amar cansa. Mesmo quando amar dói
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⁠Como eu amo amar. Mesmo quando amar cansa. Mesmo quando amar dói mais em mim do que no outro. Amo amar porque sentir me faz existir. Porque o amor, mesmo quando falha, me prova viva. Amo amar com excesso, com entrega, com essa coragem quase ingênua de quem ainda acredita. Às vezes amar me esvazia. Outras, me sustenta. Mas nunca passa em vão. Se amar é risco, eu aceito. Prefiro o coração cansado de tanto sentir do que intacto por nunca ter tentado. Como eu amo amar mesmo quando amar é ficar sem ser amada.

Há vozes que não pedem entrada. Elas chegam com a firmeza do que é real.
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Há vozes que não pedem entrada. Elas chegam com a firmeza do que é real. O que se vê não parece imaginação. Tem forma, intenção, sentido. Negar seria ilógico quando tudo se apresenta com tanta convicção. O delírio organiza o mundo. Costura sinais, dá motivo aos gestos, explica o que ninguém explicou. A alucinação não confunde ela afirma. E quem vive isso não está sonhando, está experienciando. O mais difícil não é perder a realidade, mas viver em uma que não é compartilhada.

Há dias em que o silêncio pesa como se a casa estivesse cheia de ausências O tempo passa
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Há dias em que o silêncio pesa como se a casa estivesse cheia de ausências O tempo passa mas não passa por mim ele apenas me atravessa sem pedir licença Carrego sorrisos que não uso palavras que nunca disse e sonhos que ficaram encostados no canto da alma Não é tristeza gritante é esse cansaço manso de existir sentindo demais e sendo pouco sentida Algumas noites eu não choro apenas fico olhando o escuro esperando que ele me entenda

A ansiedade não anuncia perigo. Ela antecipa. É o corpo em estado de alarme
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A ansiedade não anuncia perigo. Ela antecipa. É o corpo em estado de alarme sem ameaça visível, o coração correndo sem saber de quê. O pensamento não descansa. Ele vigia. Projeta cenários, prevê quedas, ensaia perdas que talvez nunca aconteçam. A ansiedade mora no depois. No “e se”, no quase, no que ainda não é mas já pesa. Há uma pressa constante, mesmo quando nada acontece. Um cansaço que não vem do esforço, mas da espera tensa. Respirar vira tarefa consciente. Relaxar parece descuido. A mente confunde controle com sobrevivência. Por fora, tudo segue normal. Por dentro, há um excesso de futuro ocupando o presente. A ansiedade não quer machucar. Ela quer proteger só não sabe quando parar. E assim permanece: alerta demais para descansar, sensível demais para ignorar, tentando manter tudo sob controle num mundo que nunca prometeu estabilidade.