Frase de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
CERRADO SECO (soneto) Ah! plangente cerrado, quente, sequioso Ventos abafados, denodados, e ao vento Dormente melancolia, e tão portentoso Murmurejante e, navegante de lamento Sol queimoso, unguinoso, tal moroso Que no seu firmamento vagar é lento Inventando no tempo variegado iroso Parindo nuvens dum cinzento natento Securas secas, e que secam ardoroso Veludos galhos, veludosos e poeirento Que racham sedentos num ardor ditoso Ah! cerrado seco, de ávido encantamento De um luar num esplendor esplendoroso Da lua de contornos, no céu monumento Luciano Spagnol Poeta do cerrado Março de 2017 Cerrado goiano
Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
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