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Frase de Simony Thomazini

Acordei como há tantos outros dias, com uma fina camada de esperança e um leve pesar no coração. Mas hoje de alguma forma esse pesar no coração estava mais forte do que os outros dias. Levantei e contemplei sua face serena. A invejei por segundos. Gostaria de ter aquela tranquilidade que o invadia e me invadia, mas não poderia usufruir. Como num caleidoscópio fitei meus medos, angústias, todos analógicos e fragmentados. Olhei ao redor e avistei a janela aberta trazendo o vento que se misturavam aos meus pensamentos melancólicos. Sem fazer barulhos levantei-me e a fechei. Eu sabia que essa dor indiscutível era de alguma forma culpa sua. Eu precisava ir. Acatei a decisão que me sucumbiu.e invadiu a alma. Olhei-o pela última vez, e sem olhar para trás, fui.

Simony Thomazini

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde fa…
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Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde falar não basta, mostrar-se não convence. Ficar só e fazer disso força. Fazer do silêncio poesia. Preciso me ausentar do mundo quase que como forma de sobrevivência. Colocar-me numa redoma e me contemplar. O mundo distorce o meu olhar sobre mim mesma. Preciso estar só pra poder me enxergar. Enxergar, mais do que ver aquilo que me falta. E saber reconhecer que aquilo que me falta é justamente aquilo que eu desejo pra mim. Fazer da falta não um vazio existencial, mas fonte de querer algo a mais da vida. O desejo me impulsiona pra vida, assim como a falta me leva aos fracassos mundanos e existenciais. Preciso fazer do meu silêncio o meu porto-seguro e o caminho indispensável que me levará de volta pra casa toda vez em que julgar que é preciso.