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Frase de Dea Lunaris

⁠Respirar não funciona 1, 2, 3 O tempo passa, passa e não para 3, 2, 1 A ansiedade borbulha O sangue ferve 3, 3, 3 Mente confusa, as pernas bambas Grito silencioso Vejo o choro e ouço os olhos Quando vão me escutar ao invés de me ouvir? Quando vão me ver? O tempo é relativo Relativo é o tempo, não controlar é humano? O tempo passa, o sangue esfria O grito silencia As pernas estáveis, as lágrimas sedem O relógio não para, e eu não posso controlar Não é preciso parar, para acordar.

Dea Lunaris

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Pensador.com

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⁠Enquanto minha vida exigia atentamente Que eu me movesse, que eu fosse em frente Qualquer coisa, compromissos, responsabilidades
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⁠Enquanto minha vida exigia atentamente Que eu me movesse, que eu fosse em frente Qualquer coisa, compromissos, responsabilidades Minha natureza sentia o prazo chegando “Seria isso uma ameaça eminente?”. Dentro de mim, pulsante, o medo e o escalar de algo que não era “eu” Uma linguagem que eu não entendia; Era como se eu fosse um barco, navegando em um mar profundo, desconhecido, um mar que também sou eu, que de repente, esse barco se afunda, e eu me perco em mim mesma. No impulso de seguir Gritava dentro de mim aquilo que não devia. Escutei minha alma aos berros, eu só não queria, mas eu não entendia o que não queria Meu corpo ia contra minha vontade, eu gritei, alto Alto, e gritei, aos prantos, o medo invadiu, Medo de tudo, de mim, da minha alma, do que sou e do que serei.

⁠Teus olhos me lembram o céu, Feito furos em papel… Estrelas de origami
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⁠Teus olhos me lembram o céu, Feito furos em papel… Estrelas de origami Por mais que eu tente ou as ame, Os pensamentos vêm submersos Pelas profundezas dos teus versos. Caindo para cima Afundando-se no clima. Ícaro caiu dos céus porque não sabia valorizar a vida, E eu caí na tua lábia, porque eu estava iludida. No momento em que se afastou O céu caiu e o fogo se alastrou. Os gritos, tão altos que alcançam os céus. Por que diabos eu iria ser mais uma dos troféus? O sangue, servia de tinta Para o sino, que ainda tilinta. Os teus olhos, me lembram o céu, Que uma vez, caiu, leve como papel. O universo chorava E eu, a dor, abraçava. Estrelas de origami Enfim, queimaram, no fogo infame.

⁠No labirinto de Dédalo, obscuro e vasto, Onde sombras dançam, um destino gasto, Um intricado enigma, um desafio aterrador,
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⁠No labirinto de Dédalo, obscuro e vasto, Onde sombras dançam, um destino gasto, Um intricado enigma, um desafio aterrador, Nenhum ousaria entrar, seja herói ou explorador. Suas paredes sinuosas, como serpentes entrelaçadas, Um labirinto infindável, cercado de ossadas, Emaranhado de caminhos, onde todos se oponham, Onde os passos ecoam, e as almas se acanham. O engenho de Dédalo, um feito sem igual, Criado para aprisionar o Minotauro bestial, Mas também uma provação para Teseu, o corajoso, Em sua busca por triunfar sobre o monstro impetuoso. Oh, labirinto de Dédalo, mistério e maravilha, Nas profundezas escuras, o herói enfrenta a trilha, Onde cada esquina guarda um segredo solitário, Em busca de um rumo, como uma carta sem destinatário. Mas, finalmente, a astúcia e a coragem prevalecem, E o labirinto é desvendado, os caminhos agora conhecem, Dédalo e Ícaro, em suas formas aladas, saem pela entrada, Deixando para trás a história do labirinto, eternamente lembrada.

⁠A dor que dói no momento em que se sente, Esvai-se, e agora está contente novamente. O fogo que flameja no momento em que queima
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⁠A dor que dói no momento em que se sente, Esvai-se, e agora está contente novamente. O fogo que flameja no momento em que queima Arde, mas logo deixa de ser um dilema. A vida que vive, e agora parece ótima, Logo termina, essa é a última. O que agora parece não ter importância, Talvez seja mera ignorância. As estrelas hoje no cosmos, Que talvez já tenham falecido, O brilho que agora se vê, já morreu, Então, desaparece no breu. O que agora, parece inevitável, Logo, será inviável.