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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

FAREWELL Vai morrendo assim! Morrendo a cada dia Assim! de um vazio assim! A força, tácita e fria Fria! silenciando tu e eu, olhos calados Esvaindo dos meus os teus beijos gelados E numa hora assim! Um assim! E assim não quisera Tudo acaba, tal o bucólico fim da primavera Sonhos, inspiração, rasgando o fundamento Flores pelo chão, solidão, o som do vento A alma apertada em um canto despencada... E, aqui no peito... medos, quimera em retirada Nós dois... e, entre nós dois, o austero adeus Decompondo os desejos meus e os teus... Eu, com o coração retalhado, - tão ocupado De ti, e no desespero, de não mais ter-ti do lado amarguradamente, Me vejo com sentimento tão ardente Estes que um dia foi nosso! E eu afastando! E afastando... posso! não posso! A noite, o dia, a doce poesia, num troço E tão solitário, em um palpitar de despedida Despeço de ti, e me ponho de partida! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2019, junho São Paulo Olavobilaquiando

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano