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Frase de Pietro Kallef

Enquanto... Enquanto você lia aquele livro de romance eu observava o seu semblante angelical e puro. Enquanto passava as mãos em seus cabelos, admirava o movimento sincronizado de cada fio até o momento em que se posicionavam na sua límpida face. Enquanto dançava observava a alegria que escorria em cada gota de suor. Enquanto conversava comigo, não conseguia parar de tentar decifrar o que as linhas dos seus lábios queriam me dizer. Enquanto sorria, o branco de seus dentes me cegavam pelo encanto suave que me transportava. Enquanto me beijava, eu mantinha os olhos bem abertos, pra ter a certeza de que não era tudo um sonho. Enquanto andávamos de mãos dadas e seus dedos escorriam pelas brechas de um cansaço, eu a segurava firme, como se estive segurando grãos de areia. Enquanto ia vivendo sua felicidade momentânea, eu acreditava que seria pra sempre. Enquanto dormia, eu ficava acordado desejando que quando acordasse eu fosse a primeira pessoa a ser lembrada. Enquanto você tentava encontrar o amor certo, eu tinha certezas da sorte grande. Enquanto você encontrava razões para ir embora, eu lhe dava outras maiores para ficar. Enquanto fazia suas malas, eu a ajudava a colocar cada recordação dos meus bons momentos dentro dela, pois, enquanto você pensava que meu amor por ti era eterno e incondicional eu estava descobrindo em cada gesto seu que era necessário me amar mais. Eu me amo, simples como tudo aquilo que senti por você e muito obrigado por me mostrar o que significava um amor unilateral e não correspondido, se ainda posso chamar isso de "amor", obsessão.

Pietro Kallef

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Pietro Kallef

Temos que ser fortes ao ponto de conhecermos nossas fraquezas.
Terminei algo que nunca começei, disse palavras revestidas de impressões cruéis, deduzi sem ter provas, atirei pedra e me devolveram flores, entristeci todos e a mim mesmo, reagi com imaturidade e prepotência, ergui minha cabeça a tal ponto que não enxergava mais o passado e velh…
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Terminei algo que nunca começei, disse palavras revestidas de impressões cruéis, deduzi sem ter provas, atirei pedra e me devolveram flores, entristeci todos e a mim mesmo, reagi com imaturidade e prepotência, ergui minha cabeça a tal ponto que não enxergava mais o passado e velhos amigos, andei desesperadamente sobre os trilhos que construí sozinho e que no final não me levaram a lugar qualquer. Te privei da pequena água e me mandaram chuva forte, gritei por ter perdido enquanto muitos choravam em silêncio, não quis escutar enquanto você falava e acabei ficando sem audição por longos anos, rezei pelo meu individualismo nos momentos em que muitos pediam por todos os seres humanos, chamando-os de irmãos. Escondi minhas imperfeições certo do imediatismo, mas, fui consumido pelo egocentrismo trivial. Falaram sobre novos tempos, dias melhores, um amanhã curador e até um travesseiro consolador - onde pusera a cabeça pesada. Cantaram hipocrisias de um final repleto de remissões e que assim os pecados desapareceriam, acreditei que ali tudo terminaria e descansaria em paz, porém, percebi que tudo havia me deixado e nem percebido tinha. Levantei as mãos e ajoelhei ao seu perdão. Permitiria me deitar ao chão? Mereço nada e um pequeno pedaço de solidão, não faça por mim e sim por você - alguém melhor que determinado "eu".

Feri princípios, ignorei o concreto, fingi não ver o plano real de um cartesiano, esqueci palavras que me destruíram por alguns instantes, me curei da chaga venosa, implorei um beijo, entreguei o meu todo, declarei os mais sinceros sentimentos, declamei Cecília, preparei o café a…
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Feri princípios, ignorei o concreto, fingi não ver o plano real de um cartesiano, esqueci palavras que me destruíram por alguns instantes, me curei da chaga venosa, implorei um beijo, entreguei o meu todo, declarei os mais sinceros sentimentos, declamei Cecília, preparei o café amargo, levitei seu corpo sobre o meu e ali permaneci quieto para não te acordar. Fui cego e deixei de ouvir o receio alheio até que fosse suportável para você. Eu nunca pensei em como me livraria desse amor, desejava apenas ter o toque, o cheiro, a saliva, o olhar e os cabelos sobre meu corpo. Procurei no jardim o trevo da sorte, fiz figas, rezei, prometi e cumpri, fiz análise e greve de fome, mas nada teve efeito sobre você. A porta ainda continua entre aberta, para não dizer escancarada e lhe transparecer desespero e solidão, mas, é bem o que representa. Antes, migalhas de você, hoje lembranças. Quando ouvir a nossa música e sentir uma palpitação ou uma vaga recordação, volte e me cubra de luz, somente luz. Infelizmente fui feliz e isso é péssimo.