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Frase de Sergio Diniz

Um vídeo, mostrando jovens pichando muros, sob a imediata reação de raiva e tristeza do dono, sob a vista também de outra criança, e, a partir desta, subsequentes cenas de solidariedade, evocou-me a imagem do rastilho, que, uma vez que a ele se ateie fogo, segue o seu curso, implacavelmente, até a explosão final. E, semelhante ao terrível rastilho, assim também é a violência de cada dia. Até o momento em que alguém, movido por um sentimento que aparentemente parece perdido no recôndito de alguns seres humanos, interrompe esse circuito destrutivo. Esse sutil sentimento, a que chamamos solidariedade, também ele se faz um rastilho, mas que, em vez de embebido na pólvora, que destrói, se faz imerso na fraternidade que levanta, que consola, que constrói. E, nesse momento, em que uma reação em cadeia do Bem se produz, não posso deixar de associar o Criador a um simpático velhinho de barba longa, sentado em seu portentoso trono, no qual, ao ver uma cena dessas, dá um largo sorriso de criança travessa, que deu a outra criança um balde de tinta com as cores do arco-íris, para que ela pintasse, novamente, todas as paredes pichadas do mundo. (Pensamentos soltos na brisa das tardes. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2013)

Sergio Diniz

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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A amizade é uma estrada de mão dupla, onde, no meio do caminho, as mãos se unem. (Pensamentos soltos na brisa das tardes. Sorocaba/SP. Crearte Editora, 2013)
Numa ilhota de aprazível parque, vejo diariamente garças que, ao cair da tarde, no seu recolhimento noturno, buscam a proteção das árvores. Essa imagem me faz pensar que a Terra, o nosso maravilhoso “Planeta Azul”, é um imenso ninho, do qual, um dia, como pássaros adultos, que cu…
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Numa ilhota de aprazível parque, vejo diariamente garças que, ao cair da tarde, no seu recolhimento noturno, buscam a proteção das árvores. Essa imagem me faz pensar que a Terra, o nosso maravilhoso “Planeta Azul”, é um imenso ninho, do qual, um dia, como pássaros adultos, que cumpriram a jornada da evolução terrena, empreenderemos voo às alturas das dimensões celestiais. (Pensamentos soltos na brisa das tardes. Sorocaba/SP. Crearte Editora, 2013)