Pular para o conteúdo

Frase de João Maciel Rosa

⁠Sou o fogo que arde em teu ser Sou água que mata tua sede O castigo da tua presunção As espada caudal sem razão Sou a torre mais alta de fel As estrelas lá do cão maior O alpendre da anunciação Um papado de um bispo só Sou o ar que repiras na dor O calor que ressoa no ar Uma flor que insiste em florar E o vento que não quer soprar Sou reflexo de lua no mar Infinito e eterno esplendor Dia quente em puro calor Um deserto de ilhas sem fim Sou uma ilha deserta em mim Uma história feliz sem amor Um amor infeliz a durar A tristeza do riso sem fim A pintura de um riso sem cor Um inverno trovejando em si Dialeto latino ou tupí Sou um peito repleto de amor

João Maciel Rosa

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de João Maciel Rosa

⁠*Súplica* Nessa vida ruim que a gente leva Nos arresta um tiquim de compaixão
Continuar lendo

⁠*Súplica* Nessa vida ruim que a gente leva Nos arresta um tiquim de compaixão Tem profeta que mais parece o cão Desdizendo o que presta e o que não presta Difundido uma tal de salvação Pra um povo que a fé é o que lhe resta Tem político que fala até fácim Com palavras cheias de embocadura E o povo vivendo na amargura Num eterno ato de bravura Sem comida, bebida ou condição Esgueirando sempre na contramão Daqueles que vivem na fartura Deus do céu favor explica Porque me empreitou essa peleja De viver uma vida miserável Sem topar sequer alguém afável? Com a dor da labuta sertaneja Dessa vida eu sei nada se leva E assim espero eu mesmo que seja No inromper desses dias que caleja Quero mais é viver dias de festas Se tiver de voltar a viver assim Nesses anos feitos de dias ruins Por favor me esqueça, que assim seja!

⁠Todos estamos indo embora Uns sem muita pressa Outros sem demora
Continuar lendo

⁠Todos estamos indo embora Uns sem muita pressa Outros sem demora Estamos todos de partida Apesar de parecer Que alguns não vão morrer Nossa passagem é só de ida Se de passagem cá estamos Porque tanto insistimos Em fortalecer desatinos Em se agarrar nos enganos? Precisamos plantar o bem Evitar alimentar desdém Seja a fulano, cicrano ou beltrano A vida é tão passageira Para focar em perda de tempo Deixar amor ao relento Assim, sem eira nem beira Enquanto a luz divina Em teus olhos brilhar Segue o feixo que ilumina Segue a luz do luar Rasgue o véu da cortina Ame sem predestinar Sinta no rosto a neblina Do dia que vai clarear Corteje o nascer do sol E contemple o escurecer Não se detenha nunca de viver Ouvindo um som em tom bemol

⁠Ela estava lá Inébria, sombria Frígida como uma mulher em puerpério
Continuar lendo

⁠Ela estava lá Inébria, sombria Frígida como uma mulher em puerpério Seus cabelos acobertos Em capuz de feutro negro Davam o tom em branco e preto Clima de cemitério Enquanto eu escrevia Me sussurrava aos ouvidos Palavras, estalidos Inspirações de cortesia Era sim, a própria morte Do meu lado a gargalhar Afagava-me os cabelos Entre vida e pesadelo Inspirando meu desabafar Ali estava ela, ao menos mais uma vez É que ando morrendo demais Um poeta morre vez ou outra E aquele era só mais um dia Entre escritas e agonia Entre letras mortas e vazias O meu óbito de número trinta e três